Cães policiais no AM repetem a mesma façanha do lendário Rin-Tin-Tin do cinema

Quem não se lembra do cachorro Rin-Tin-Tin que encantou gerações no cinema e na televisão. E também do K-9, outro grande astro cinematográfico. Todos eles ainda continuam vivos na memória de quem viveu essa época de ouro, principalmente nos anos 1950 e 1960.

Esses grandes heróis, já num cenário distópico, podem ser encontrados aqui mesmo (em pleno século 21) nos cães policiais da CIPCães (Companhia Independente de Policiamento com Cães) da PMAM (Polícia Militar do Amazonas). Como os heróis do cinema, eles repetem a mesma façanha na vida real em ações de combate ao crime.

Bem treinados desde a mais tenra idade, os cães do Amazonas são parceiros em grandes operações realizadas para desmontar principalmente o tráfico de drogas. E vão mais além: auxiliam ainda nas revistas em presídios, em ações de reintegração de posse e chegar a roubar a cena até durante apresentações cívicas, desportivas e sociais na capital.

E ninguém duvida da importância que esses animais têm para a segurança e vida em harmonia da sociedade. “Nossos cães são capazes de farejar diversos tipos de drogas, incluindo maconha, maconha do tipo skunk, cocaína, pasta-base e diversas outras”, diz o subcomandante da CIPCães, o capitão Elton Calado.

Segundo o oficial, a companhia realiza o treinamento para que os cães possam farejar e identificar a presença de drogas durante as operações. “Eles cumprem uma rotina intensa de treinamentos até se tornarem aptos para atuar nas operações”, acrescenta o subcomandante.

Ao todo, são 18 cães das raças Labrador, Doberman, Pitbull, Rottweiler, Pastor Belga Malinois e Pastor Alemão que atuam na companhia da Polícia Militar do Amazonas. Eles farejam narcóticos, localizam pessoas desaparecidas e fazem busca de armas de fogo, ações específicas para as quais são treinados desde cedo.

O mais habilidoso

Das raças utilizadas, o Malinois é o que tem o melhor perfil policial, segundo veterinários. Extremamente habilidoso, ele é capaz de correr com uma velocidade incrível. E pode saltar por obstáculos que desafiam os melhores atletas.  

De acordo com a PM, somente em 2020, a parceria entre cães e policiais militares possibilitou a retirada de circulação de cinco armas de fogo, munições e localizou 15 cadáveres em Manaus. E atuaram ainda em 13 ações de reintegração de posse.

Mais recentemente, os animais vêm atuando também na Base Fluvial Arpão, criada pela SSP-AM (Secretaria de Segurança Pública do Amazonas) para combater o narcotráfico no Rio Solimões, considerado um dos maiores corredores de exportação de drogas.

Os adestradores da PM fazem o treinamento de acordo com as habilidades específicas de cada cão. As tarefas são diversas. Alguns têm mais aptidão para relalizar as funções de busca, captura e resgate ou o rastreio de entorpecentes e armas.  “Desse modo, são adestrados pelos policiais para esses tipos de ação”, explica o subcomandante capitão Elton Calado.

Os cães policiais farejadores colaboram ainda nas ações de patrulhamento tático durante os finais de semana em áreas com alto índice de violência em Manaus. Entre janeiro e julho deste ano, eles participaram de 117 operações desse tipo. Nesse período, foram registradas 44 ocorrências e apreendidos 287 quilos de drogas, como maconha, cocaína.

De acordo com a Polícia Militar, os policiais que adestram esses animais foram capacitados em cursos operacionais do Exército e até de países vizinhos como Argentina e Colômbia, que são hoje referências nas ações de combate às drogas com a utilização de cães farejadores.

Em média,  os policiais militares levam de dois a três meses para concluir os cursos. E ainda fazem estágios de pelo menos 21 dias até a especialização completa no adestramento dos cães policiais.

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