Brasil prepara novo corte de taxa de juros

O Banco Central do Brasil (BCB) vai cortar sua taxa básica de 3% para um novo mínimo histórico de 2,25% nesta quarta-feira, prevê a maioria dos analistas, que não acredita, no entanto, que a medida vá aliviar a crise econômica causada pela pandemia do coronavírus.

O BCB indicou em maio, ao cortar sua taxa Selic em 0,75 ponto percentual, que poderia proceder em junho com um ajuste semelhante “para complementar o estímulo necessário em reação às consequências econômicas da pandemia de COVID-19”.

Esta seria a oitava redução consecutiva da Selic e vários analistas apostam que o BCB vai recorrer novamente, ainda neste ano, a essa ferramenta para incentivar investimentos e o consumo quando a inflação está sob controle.

No Brasil, a inflação foi negativa nos últimos dois meses, a produção industrial caiu mais de 26% entre março e abril, as vendas no varejo também caíram e o desemprego está em alta. O Banco Mundial prevê para 2020 uma recessão da maior economia da América Latina de 8%.

Temores de inadimplência

Mas os cortes da Selic não facilitaram o acesso ao crédito. Pelo contrário: os bancos estão tornando mais rígidas suas condições, temendo falências em série e um aumento das inadimplências.

Nas novas demandas de empréstimos, “os juros deverão subir um pouco, em função do risco, que aumentou”, disse o presidente do Bradesco, um dos maiores bancos privados do Brasil, Octavio de Lazari Júnior, à revista Veja em maio.

O preço do dinheiro no Brasil é um dos mais altos do mundo. Em abril, a taxa média de juros para pessoas jurídicas era de 13%, com um spread (diferença entre o que os bancos pagam na captação e o que eles cobram ao conceder um empréstimo) de 8,7%.

Segundo o Banco Mundial, em 2017 (dados mais recentes disponíveis), o Brasil teve o segundo maior spread do mundo, superado apenas por Madagascar.

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