6 de março de 2021

Brasil deve receber menos investimentos em 2020

Os investidores estrangeiros estão atentos aos rumos da economia brasileira e, principalmente, às ações do presidente Jair Bolsonaro na condução da política macroeconômica e no manejo do teto de gastos. Por isso, a retirada das aplicações de risco de não residentes no Brasil deve dobrar em relação a 2019, mesmo em um cenário de dólar valorizado frente o real, onde é mais barato investir.

A chamada “fuga de investidores” em ações e títulos da dívida pública deve chegar a uma retirada de US$ 24 bilhões até dezembro, ante os US$ 11,1 bilhões retirados no ano passado. Segundo o jornal Folha de SP, que teve acesso a um estudo do Institute of International Finance (IFF), os investimentos direcionados ao setor produtivo, que costumam ser de longo prazo e estão voltados ao fortalecimento de empresas comerciais e industriais, deve ficar em US$ 49 bilhões, ante US$ 73 bilhões de 2019.

Os dados mostram aumento na retirada de investimentos em ações e títulos da dívida e diminuição no investimento produtivo. O IFF reúne 450 bancos e fundos de investimentos em 70 países e indicou que as maiores saídas de capital do País estão nas ações e outros títulos de empresas.

Apesar da valorização de 40% do dólar frente o real, o que seria um cenário perfeito para investidores externos, existe um certo temor de que essa desvalorização da moeda nacional ainda siga um caminho de perda de valor maior, ou a Bolsa entre em uma espiral de quedas com o desalinhamento da política macroeconômica.

Por isso, o teto de gastos será o mecanismo balizador desses investidores, que estão atentos a forma como o governo brasileiro vai manejar e controlar sua dívida pública, atualmente em 88,8% do PIB, segundo dados de agosto.

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