Aumento do IPI deve afetar venda

O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre os automóveis terá aumento em janeiro de 2015. O anúncio, feito pelo ministro da Fazenda Guido Mantega ao presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Luiz Moan, não trouxe boas expectativas aos representantes de concessionárias automotivas locais.
O gerente geral da concessionária Via Marconi (revendedora dos veículos da marca Fiat), Luciano Novellino, acredita que o aumento na taxa do IPI deve impactar as vendas, diretamente. Ele afirma que o balanço do ano foi positivo com um aumento de 16% nas comercializações, em comparação a 2013. Porém, nos últimos três meses houve uma queda na procura por carros entre 3% e 4%, em relação ao mesmo período do ano anterior. Novellino prevê a permanência da queda nas vendas para o próximo ano. “As altas taxas de juros somadas ao aumento do IPI incidirão sobre o valor final do veículo e isso, com certeza, causará um impacto na procura pelo automóvel”, avalia. “Deverá ser um ano mais difícil”, completou.
Apesar do aumento do imposto, o presidente da Anfavea, Luiz Moan, declarou à mídia nacional, que prevê um aumento nas vendas em 2015 em comparação a 2014. Ele afirmou que ainda não há projeções numéricas quanto ao aumento na demanda. Para Luciano Novellino, o crescimento na procura pelos veículos, citada por Moan, está relacionado às exportações. O gerente aposta em um pequeno aumento nas negociações internacionais dos automotivos. “Eles estão prevendo um pequeno aumento nas exportações. Não há relações com as vendas ao mercado nacional ou doméstico. Com tudo isso, acredito que nossas vendas poderiam ser melhores”, disse.
O gerente da concessionária Solimões Veículos (representante da marca Volkswagen) que pediu para não ter o nome identificado, também acredita que o aumento na taxa do IPI deve afetar a procura por carros em Manaus. Porém, ele ressalta que caso a presidente da República Dilma Rousseff cumpra a promessa de facilitar o crédito para o financiamento de veículos, a situação deve melhorar. “O aumento do IPI vai afetar as vendas, de qualquer forma por ser um custo a mais ao cliente. Mas, a abertura de crédito para o comprador vai equilibrar essa situação”, avalia.
Alíquotas
Em junho deste ano o governo anunciou que as alíquotas reduzidas do IPI para carros seriam mantidas até o final do ano. Os carros populares que apresentam motor 1.0 e IPI atual em 3% devem avançar para 7%, caso a decisão do Ministério da Fazenda seja confirmada. O aumento será de quatro pontos percentuais.
Para carros com motor entre 1.0 e 2.0 flex, a alíquota do IPI segue em 9% até o fim deste ano mas deverá subir para 11% (alíquota cheia) a partir de janeiro de 2015. Os veículos com a mesma faixa de motorização mas movidos apenas à gasolina têm a alíquota de 10% até o fim de 2014, com projeção de aumento para 13% em janeiro.
Carros com motor maior do que 2.0 litros já contavam com a alíquota normal de 18% para os flex e 25% para os movidos a gasolina. O IPI para os utilitários é mantido em 3%, quando a alíquota normal é de 4% a 8%.

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