Transporte de carga retrai com queda nos eletroeletrônicos

A Moto Honda da Amazônia deve fechar o
ano com redução de 7% na produção de
motocicletas, em comparação aos resultados obtidos
em 2013. A meta, segundo a empresa, é que até o mês de
dezembro sejam fabricadas 1,2 milhão unidades. Diariamente
são produzidas cerca de 6 mil motos. O gerente de relações institucionais
da Moto Honda da Amazônia, Mario Okubo,
conta que a empresa projetou números expressivos para a
produção deste ano, índices que deveriam superar o balanço
de 2013, período em que a fábrica produziu 1,3
milhão de motos. Porém, ele afirma que os resultados não
foram satisfatórios. Okubo ainda disse que o
atual cenário político e econômico nacional não transmite
boas expectativas ao setor fabril, neste caso, especificamente
ao polo de duas rodas. Ele conta que a redução da
produção ocorre há 3 anos consecutivos. “As expectativas
giram em torno da atual conjuntura econômica e política
nacional, que não muda. Por isso, projetamos um ano
semelhante a 2014. Não visualizamos
um horizonte, apesar da reeleição da presidente
Dilma Rousseff. Com certeza será um ano em que ela vai
reorganizar os ministérios”, avalia.
Há três meses, aproximadamente
9 mil funcionários da Moto Honda paralisaram as
atividades. Além da interrupção no processo de montagem,
a empresa também aderiu ao “Takt Time” – processo em
que é possível cronometrar o ritmo de produção necessário
para atender a uma demanda – nos demais dias da semana.
Neste período, a empresa, que tem capacidade de produzir 7
mil motos diariamente reduziu a programação para 5 mil
unidades diárias. Okubo informa que as paralisações
ocorreram para a realização de ajustes nos estoques
e que agora todas as linhas produtivas estão funcionando
normalmente. Porém, sem expectativa de aumento
na produção. “Os colaboradores que pediram desligamento
não foram substituídos. Atualmente temos em torno de
1,5 mil funcionários ociosos em relação ao volume de produção
mantido. A empresa não tem intenção de demitir
nenhum colaborador”, assegura. Produção diversificada
Apesar do desaquecimento enfrentado pelo setor de
duas rodas, a Moto Honda da Amazônia também investe
em dois produtos, que são: dois modelos de quadriciclos
e três modelos de motores estacionários, produções que
iniciaram há 13 anos. Mario Okubo afirma que
todas as filiais da Honda atuam nos mesmos segmentos
produtivos e não somente com base em montagem de
motos. Ele lembra que o projeto inicial do quadriciclo
era voltado ao trabalhador agrícola. Porém, o produto
conquistou o mercado e passou a ser utilizado por outros
segmentos como o turístico e o empresarial. Ele afirma
que a demanda pelo produto é crescente. “É um item utilizado
nos passeios turísticos, principalmente nas praias do
Nordeste; e também como transporte nas áreas internas
das fábricas. Até mesmo os condomínios residenciais estão
aderindo a esse opcional”, comenta.
Diariamente são produzidos 34 quadriciclos nos modelos
e trações 4×4 e 4×2. O modelo 4×4 apresenta injeção
eletrônica, cinco marchas, incluindo a marcha ré.
Enquanto o segundo opcional tem quatro marchas. Os produtos
podem ser encontrados nas cores vermelho e verde.
“Até maio a produção diária era de 19 unidades”, conta
Okubo. A produção do quadriciclo é composta por 30 pessoas.
O quadriciclo é comercializado em valores entre R$19 e
R$20 mil. O diretor relata que o motor estacionário apresenta diversas
utilidades como motor de popa, maquinário utilizado na
produção de farinha e ainda em carros de Kart. Okubo
destaca que a principal dificuldade relacionada a comercialização
do produto está na concorrência com os motores
chineses, que segundo ele, chegam ao Brasil montados e
são vendidos a menores preços. “Temos uma dificuldade
em função do preço. Apresentamos algo de qualidade
mas concorremos com um produto que é mais barato e
que não oferece os serviços de pós-venda que a Honda disponibiliza”,
cita. “A pós-venda é garantida. Damos cobertura
ao cliente”, completa. Os modelos de motores fabricados
pela Honda são: 160 Qd e 160 Qx, ambos de 5,5
cilindradas; e 200 Qd, que é de 6,5 cilindradas. A produção
diária é de 100 unidades. no total oito pessoas estão
envolvidas na produção. O motor estacionário e o
quadriciclo podem ser encontrados, na cidade, nas lojas
Agroam – Agrícola Amazonas e Motonorte – Motores e Máquinas
do Norte.

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