10 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Aporte estrangeiro recua 5,66% no Amazonas

Pelo segundo ano consecutivo, o Amazonas voltou a perder fôlego no volume de investimentos estrangeiros. Ao longo de 2009, a injeção de capital externo somou R$ 151,87 milhões contra R$ 160,99 milhões observados em 2008

Pelo segundo ano consecutivo, o Amazonas voltou a perder fôlego no volume de investimentos estrangeiros. Ao longo de 2009, a injeção de capital externo somou R$ 151,87 milhões contra R$ 160,99 milhões observados em 2008. Considerando apenas o resultado percentual no período comparado, a perda foi de 5,66%.
No comparativo entre 2007 (R$ 545,75 milhões) e o ano posterior, a situação é bem mais alarmante em termos de redução de investimentos, com o Estado perdendo praticamente 70,50% de todo o registrado em 2007. Os números foram divulgados no último fim de semana pela Seplan (Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico).
No entendimento do doutor em economia pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), Efraim Barbosa, a retomada do crescimento econômico em 2010, com a expectativa de que a economia amazonense cresça mais de 5,5% (a média de crescimento nacional estimada é de 4%), vai gerar efeito distinto no volume de capital injetado em 2009. Baseados em números do Banco Central, os cálculos do especialista se voltam para um volume entre 6% a 6,5% de incremento na entrada de moeda estrangeira. “São esperados, inicialmente, 4% a mais nos investimentos em nível nacional, mas o Banco Central calculou a soma de um percentual variante por Estado. No caso do Amazonas, o crescimento médio econômico, alavancado pela indústria, historicamente oscila entre 2% e 2,5% acima da média nacional”, explicou.
O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, disse ao Jornal do Commercio que a previsão para este ano é de que o déficit em transações correntes (que engloba a balança comercial, os serviços e as rendas) deve avançar 61%, avançando de US$ 18 bilhões negativos (2009) para atuais US$ 29 bilhões, o equivalente a 1,76% do PIB (Produto Interno Bruto). Já para os investimentos estrangeiros no setor produtivo, o executivo confirmou a estimativa da FGV, segundo a qual o país deve receber US$ 45 bilhões este ano e o Amazonas 6% sobre o volume de 2009.
Mas o economista e consultor empresarial, Álvaro Smont, disse que ainda é cedo para se estimar um avanço de 1,5% acima da média nacional na entrada de moeda estrangeira no Estado, apesar da média histórica. Segundo o professor, a exemplo do que acontece nas regiões industrializadas, a economia local ainda reflete a desaceleração do período inicial da crise, o que pode significar, nos cálculos do especialista, um crescimento acumulado em 12 meses de no máximo 1,02% sobre 2009.

Investimento só chega no segundo semestre, prevê esconomista

Em nota ao Jornal do Commercio, Álvaro Smont analisou que, a despeito da retomada mais intensa do fôlego na produção da indústria e do retorno gradativo do consumo, que deve se aproximar da média pré-crise (entre 8% e 10%), a entrada de investimentos fabris mais pesados só vai iniciar realmente no segundo semestre. No entendimento do especialista, a força do consumo puxada pelo mercado de trabalho aquecido e pelo vigor do crédito traz consigo alguns reflexos importantes no mercado de bens, indicados pelas mais simples teorias introdutórias da economia. “Para atender à maior demanda, a oferta interna pode não ter capacidade suficiente ou até mesmo competitividade em alguns casos, como o setor de termoplastia, o que gera impulso às importações, ou seja, fuga de capitais. Por outro lado, se as empresas aumentarem o fluxo de moeda estrangeira apenas visando ampliar a produção pode-se trazer pressões pontuais de custos (trabalhistas, matérias primas, logísticas), com possíveis repasses aos preços – ou seja, há riscos inflacionários”, considerou Smont.
A preocupação em relação à queda percentual de investimentos estrangeiros já havia sido externada pelo ex-titular da Seplan, Denis Minev, durante a última reunião do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas, no fim do ano passado. “Entendo a preocupação com baixo volume de investimento de algumas indústrias, mas devo concordar que em alguns casos os investidores tiveram pouco dinheiro para investir. Em 2010, é certo que voltamos à normalidade em investimentos diretos. É uma expectativa muito positiva. As sondagens que a gente faz são alvissareiras”, finalizou Minev.

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