O novo ano chegou e com ele os boletos pendentes para pagamentos referentes às contas como rematrícula escolar, Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), energia elétrica, água, dentre outros. Segundo os economistas, as contas extras podem elevar o orçamento familiar em até 15% neste período do ano. A orientação, segundo eles, é o planejamento financeiro. O empréstimo é citado como a última alternativa.

O economista e consultor Francisco Mourão Júnior explica que é necessário ter controle sobre os gastos feitos durante o final do ano porque os valores serão cobrados nas faturas do primeiro mês do ano posterior, ocasião em que o orçamento mensal sofre acréscimo. Ele orienta que neste período, o cidadão evite fazer novos gastos e que também anote as dívidas pendentes ou ainda utilize aplicativos eletrônicos que auxiliem no planejamento econômico.

De acordo com Júnior, o valor destinado aos pagamentos não deve ultrapassar o total do ganho mensal para que a pessoa consiga manter as despesas fixas referentes à alimentação, transporte, energia elétrica, água, entre outros. “Ao receber o pagamento e mais o décimo no final do ano a pessoa precisa ter cuidado e manter reservas para o pagamento das contas que chegam no mês de janeiro. Caso contrário, é provável que o cidadão enfrentará dificuldades financeiras para se manter”, disse.

Segundo o economista, o empréstimo deve ser a última alternativa adotada por um devedor. Ele orienta a adesão ao empréstimo somente no caso de dívidas elevadas e caso haja possibilidade de conseguir um valor por taxas de juros baixos. Desta forma, a quitação dos débitos é feita à vista e o pagamento do empréstimo pode ser feito de forma parcelada.

“É importante quebrar o cartão de crédito e evitar novas dívidas. Se não há condições de quitar as contas com valores altos é viável procurar um empréstimo com menores taxas de juros e com parcelas que possam ser pagas mensalmente”, explica. “Com o pagamento mensal, a pessoa deve quitar as despesas fixas, o empréstimo e as contas que surgem durante o mês”, complementa.

Débitos
Na lista de contas a pagar em um novo ano está o IPTU. Conforme a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Finanças, Tecnologia da Informação e Controle Interno (Semef), as datas para vencimento do IPTU 2017, cota única com desconto e primeira parcela, foram definidas para o dia 15 de março. O valor poderá ser parcelado em até dez vezes. A assessoria ainda informou que os carnês serão enviados aos imóveis por meio de correspondência em fevereiro.

O IPVA é outra preocupação do amazonense. A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) disponibilizou, no site da instituição, www.sefaz.am.gov.br, a tabela do IPVA para este ano, onde é possível consultar os valores a serem pagos pelos 623 mil veículos que compõem a frota tributável do Amazonas.

Segundo a secretaria, os valores foram calculados com base na tabela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que registrou depreciação, média, de 4,69% em relação a 2016. As regras para pagamento não foram alteradas, podendo o proprietário se regularizar com pagamento à vista com 10% de desconto ou parcelando em até três vezes. Um carro com placa final 1, por exemplo, pode obter desconto de 10% sobre o pagamento deste imposto se a liquidação ocorrer até o final do mês de janeiro. Caso o responsável pelo veiculo opte pelo parcelamento, a primeira parcela, que vence no final de janeiro, conta com 10% de desconto; a segunda com 5% no final de fevereiro e a terceira deve ser regularizada até o final de março sem desconto.

O Amazonas possui apenas duas alíquotas para o IPVA. Motos, caminhões e carros até mil cilindradas recolhem 2% e os carros acima dessa categoria pagam 3%. O imposto dos carros novos é cobrado conforme o valor da nota fiscal e os usados (com mais de 15 anos de fabricação) são isentos de IPVA, mas estão sujeitos a outras cobranças para poderem continuar circulando como a taxa de licenciamento e seguro obrigatório.

A Sefaz contabiliza R$ 180 milhões de inadimplência referente ao IPVA no Amazonas.

Aumento na conta de telefone celular
O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que a partir de primeiro de janeiro deste ano o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) deve incidir nos valores das assinaturas. Trata-se de um imposto acrescido ao serviço prestado, e não um reajuste das tarifas. O ICMS será calculado sobre o valor das assinaturas de linhas fixas e celulares pós-pagos. As linhas de telefones pré-pagos estão fora da cobrança.

Reajuste na taxa de energia

Há um mês o cidadão amazonense paga mais caro pelo uso da energia elétrica. O reajuste foi aprovado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Para os consumidores residenciais o reajuste foi de 21,57%. Para os consumidores de média e alta tensão o reajuste chegou a 17,78%. O reajuste anual médio na tarifa de energia elétrica aplicada no estado do Amazonas foi de 20,01%.

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