Amigos homenageiam Ronaldo Bomfim

Manaus perdeu, no início da noite de terça-feira (5), um de seus filhos mais ilustres, o economista Ronaldo Franco de Sá Bomfim. Ronaldo Bomfim estava internado no hospital Unimed e faleceu de infecção generalizada aguda.
No velório, ocorrido durante todo o dia de ontem na Funerária Almir Neves, familiares, empresários e amigos economistas que conheceram Ronaldo em toda a sua trajetória profissional, somente interrompida com a sua morte, foram levar seu último adeus ao economista que, aos 75 anos de idade, ainda trabalhava como conselheiro da CIEAM (Centro da Indústria do Estado do Amazonas) e articulista do Jornal do Commercio, no qual foi responsável durante muitos anos pela coluna Follow-Up.
Coroas de flores lotaram o espaço do velório, enviadas pela Fieam, Cieam, Corecon, Oriente, Elgin, entre outras instituições e empresas para as quais Ronaldo Bomfim trabalhou.
Nascido em 25 de março de 1937, Ronaldo Franco de Sá Bomfim pertencia a duas das mais tradicionais famílias amazonenses, os Bomfim, por parte de pai; e os Franco de Sá, pelo lado da mãe. Ronaldo Bomfim deixou os filhos Sônia, que herdou a profissão de economista do pai, Lúcia, Ronaldo,Juliana e Luciana.
Parentes e amigos falaram algumas palavras sobre quem foi Ronaldo Franco de Sá Bomfim.

Era um homem muito culto. Economista conceituado, tinha uma visão muito ampla, se interessando pela literatura, música popular, pintura, entre outras artes. Foi o responsável pela equipe que implantou um Sistema de Planejamento Nacional, criado em todos os Estados, ainda no governo de Artur Reis (1964 a 1967), e redundou no surgimento da Codeama (Comissão de Desenvolvimento Econômico do Amazonas). Também foi o responsável por muitos dos primeiros projetos de implantação de indústrias quando da efetivação da Zona Franca, em 1967.

Elson Farias, primo por afinidade

Eu era um admirador dele. Homem eclético, vai fazer uma grande falta principalmente na área da economia. É uma perda irreparável, um patrimônio da inteligência do Estado que se vai. Grande informante, através de seus artigos, da área da economia.

Ubaldino Meireles, amigo

Nos conhecemos, quando acadêmicos, na Faculdade de Ciências Econômicas e acabei me tornando o melhor amigo dele, tanto que, quando nos formamos, em 1963, na segunda turma do curso, montamos uma empresa. Ao longo de todos esses anos sempre estivemos em contato. Nos reuníamos e ficávamos horas conversando. Ele era o único colega dos tempos da faculdade que eu ainda mantinha contato.

Ritta Bernardino, amigo

Trabalhei com o Ronaldo na Codeama, onde ele era o secretário executivo. A Codeama fazia a análise da economia no Estado. Lembro que fizemos um grande estudo sobre a juta, então o produto mais importante para a economia do Amazonas. A Codeama foi a semente da atual secretaria de Planejamento. Depois trabalhamos juntos na Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia), onde continuamos fazendo análises econômicas.

Edison Farias, amigo

É uma perda para o Amazonas e para a família JC. Era uma cabeça de rara inteligência, difícil de ser substituída.

Guilherme Aluízio, primo por afinidade

Economista brilhante, pai exemplar, presente. Nos ensinou o valor da educação, tanto que nos colocou para estudar nas melhores escolas. Nos tornou leitores. Era um paizão.

Juliana Bomfim, filha

As lembranças que tenho dele é a de um intelectual. Fez mestrado em economia, nos Estados Unidos. Tinha uma visão diferente. A criação da Codeama foi um marco importante para a economia do Estado, pois foi o primeiro órgão público que tinha números sobre dados estatísticos utilizados nas políticas públicas, depois disso fez vários projetos para a implantação de empresas no futuro Distrito Industrial. Ao longo da vida, escreveu muitos artigos em jornais locais.

Paulo Ronaldo Bomfim de Oliveira, sobrinho

O Bomfim soube, em sua trajetória de vida, cultivar amizades, fazer amigos, ser conselheiro, pois tinha não somente o dom da escrita, como o da palavra. Ao longo do tempo em que pude conviver com o Bomfim aprendi que, respeitar opiniões, pensar diferente e fazer diferente, poderia ser diferencial de sabedoria e de facilitação na minha vida e em meu dia a dia.

Maurício Loureiro, presidente do Conselho Superior do Cieam

Morei nos Estados Unidos junto com ele e depois que se separou eu fui morar no Rio de Janeiro, mas sempre estava em contato com ele. Homem nobre, extremamente correto. Intelectual. Em uma nova vida, se tivesse que escolher um pai, escolheria ele novamente.

Sônia Bomfim, filha

Lembro dele como uma pessoa culta, com uma experiência de vida muito grande, que gostava de ler e fazer cursos. Chamava a atenção a queda que tinha pela medicina. Era um autodidata no assunto. Ia para congressos médicos e chegava a discutir com os médicos os assuntos que dominava.

Sócrates Bomfim, primo

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