‘Amazonino está pronto para ser prefeito’ diz Wilker Barreto

Candidato a vice-prefeito na chapa de Amazonino Mendes (Podemos) nas eleições de 15 de novembro em Manaus, o deputado estadual Wilker Barreto diz que o ex-governador está muito bem de saúde e com toda a lucidez para governar a capital do Amazonas nos próximos quatro anos.

Suas declarações são uma clara resposta aos que duvidam da capacidade de Amazonino em tomar novamente os comandos do município. Segundo Barreto, nenhum dos candidatos que disputam a Prefeitura reúne a experiência e a competência do velho cacique.

“Para mim, só existem hoje duas figuras emblemáticas da história política do Amazonas – o saudoso Gilberto Mestrinho e Amazonino Mendes”, afirma. “São dois líderes políticos amazonenses reconhecidos pela marca que deixaram em suas grandes trajetórias na vida pública”, acrescenta.

O deputado afirma que conviver, compartilhar o dia a dia com Amazonino Mendes, é uma oportunidade para fazer um novo doutorado, de muito aprendizado. “Estou aprendendo muito com um grande líder emblemático que tem muito o que me ensinar em termos de política, economia, ações sociais”, ressalta.

Para o deputado, os opositores do ex-governador procuram desconstruir a imagem de Amazonino Mendes pela idade avançada, mas o povo sabe o quanto o político contribuiu para o desenvolvimento de Manaus e de todo o Amazonas.

“Se for por conceito de idade, Joe Binden, com 87 anos, e Donald Trump, com 74, não poderiam governar uma cidade como Manaus. E mais ainda: continuam fortemente atuantes na política norte-americana”, argumenta.

Wilker Barreto afirma que será apenas um operador das determinações do “maestro Amazonino” na condução da prefeitura a partir de primeiro de janeiro. Revela que o ex-governador tem evitado aparecer em público por causa dos riscos da Covid-19. E, por isso, teria recusado até o primeiro debate na TV, reunindo oito prefeituráveis.

“Eu mesmo venho tomando esses cuidados. Não tiro a máscara, não posso abraçar nem meu pai e nem minha mãe”, afirma. “O ex-governador deve se preservar, mas nada impedirá que ele faça de novo um excelente mandato à frente da prefeitura de Manaus”, salienta.

O deputado deu uma entrevista exclusiva para o Jornal do Commercio.

Jornal do Comercio – Como avalia a sua escolha pelo ex-governador Amazonino Mendes para ser o seu vice na chapa que disputa a prefeitura de Manaus?

Wilker Barreto – Avalio com muita honra. Todos os meus professores sempre foram pessoas com mais ou menos essa idade. Conviver com o ex-governador, é uma oportunidade de fazer um novo doutorado, de muito aprendizado. Amazonino Mendes e o saudoso Gilberto Mestrinho são as duas figuras emblemáticas da história política do amazonas que conseguiram projeção nacional. Escreveram sua história na vida pública com atuações bem-sucedidas.

Fui vereador, agora deputado. Junto com Amazonino, estou preparado para honrar o voto de quase 30 mil amazonenses que depositaram sua confiança em mim.

JC – Existem muitas especulações sobre o real estado de saúde do ex-governador. Como está ele?

Wilker Barreto– O governador está muito bem de saúde. Tem toda a lucidez, com todas as suas faculdades mentais preservadas. Apenas segue os cuidados necessários nesses tempos de Covid-19.

Agora se a questão é conceito de idade, Joe Baden tem 87 anos, o Donald Trump, 74. É mais fácil governar Manaus do que os Estados Unidos? Os opositores de Amazonino Mendes se amparam nessa estratégia para desconstruir sua imagem. Mas não vão conseguir, pois o povo sabe o quanto ele contribuiu para desenvolver Manaus e todo o Amazonas.

O que nós precisamos é de experiência. E isso Amazonino tem de sobra. É a pessoa mais qualificada para conduzir a prefeitura de Manaus.

JC – Como desconstruir essa narrativa dos opositores de que o ex-governador tem limitações físicas para ser de novo prefeito?

Wilker Barreto – Dando demonstrações de que o Amazonino está realmente muito bem. As próprias pesquisas refletem isso. Ele continua liderando a preferência do eleitorado. Agora, tem gente que teve só quatro meses de vida pública e quer ser o próximo prefeito.

Eu tenho mais bagagem administrativa do que muitos concorrentes. Amazonino representa muita experiência, competência, para administrar uma prefeitura tão problemática como a de Manaus.

É uma estratégia desrespeitosa da oposição em dizer que o ex-governador não tem mais saúde, vigor, para exercer um novo mandato.

JC – Qual a estratégia da campanha de sua chapa. O sr. vai para as ruas, Amazonino também. Enfim, como esse trabalho será realizado?

Wilker Barreto – Eu não peguei Covid ainda. Confesso que estou com medo. Não posso abraçar meu pai, minha mãe. E não estou tirando a máscara nem para beber água ainda.

A campanha com Amazonino Mendes será realista com que o momento exige nessa pandemia. Se uma pessoa como Donald Trump, que tem o maior aparato de segurança do mundo, pegou a doença, todo cuidado é necessário, portanto. Um voto não vale uma vida.

Eu já falei para  o governador. Sei que o senhor gosta do contato direto com povo, passou seus últimos 40 anos no meio da população, se for para rua é impossível não ter contato com a Covid. Isso não vale só para ele, mas para  qualquer pessoa de terceira idade,  cardiopatas, hipertensos, diabéticos.

A esperança da humanidade está com a vacina prevista para sair em dezembro.

Amazonino está se preservando. Vai fazer a campanha pelas redes sociais, nas lives, entrevistas. Fico muito preocupado quando 15 ou 20 pessoas ainda batem na porta do ex-governador.

JC – Manaus tem hoje muitos problemas. Na sua avaliação, quais os que precisam ser resolvidos com a maior urgência?

Wilker Barreto – Enfrentar principalmente a questão da mobilidade urbana, que é um grande gargalo. Tem a questão também do saneamento. Precisamos ir atrás de dinheiro, ter acesso a financiamentos, linhas de crédito internacionais, para promover soluções.

Agora, a pandemia que bate à porta é a pandemia econômica. Precisamos ter mais condições no atendimento de saúde. É esdrúxulo impedir que uma pessoa que mora em frente a uma UBS não seja atendida porque não faz parte de sua cobertura.

Nada impede que qualquer morador nessas comunidades seja atendido. Com a pademia, é o momento de a prefeitura prestar socorro e não esperar que se forme uma massa de miseráveis.

Enquanto na aquece a economia, temos que auxiliar todos os setores, resgatando o programa Direito à Vida. Alguém questiona a importância do auxílio emergencial do governo federal?

Não tenho dúvida de que isso será lembrado no futuro como uma das grandes sacadas de socorro da economia.

Questionei na Assembleia Legislativa que a Afeam está muito lenta em financiar. Por que que o fundo da pequena e microempresa do município que tem 25 milhões de reais está completamente parado?  Por que esse dinheiro não está circulando na economia?

É essa expertise que o Amazonino tem para Manaus, de aumentar a capacidade de investimentos. Essa prefeitura, nesse momento triste da humanidade, precisa ser uma mais humana, atendendo  mais os necessitados.

É esse perfil, que é a marca do Amazonino Mendes, que incomoda os adversários. Ao longo de todos os seus mandatos, sempre teve um olhar humano.

JC – A pandemia deixou muitos desempregados. Os recursos se dissiparam. Como gerar emprego e renda numa situação tão adversa como esta?

Wilker Barreto – O poder de fogo de uma prefeitura é a questão econômica, as ações sociais, dando mais cobertura às famílias, diminuindo os impactos na pobreza.

Hoje, podemos trabalhar muito bem secretarias que estão irmanadas, mas são grandes entraves à geração de empregos.

Implurb, Sema, Semef e o DVisa precisam ser facilitadores. Não podem governar e passar seis meses para dar uma licença de funcionamento, deixando de gerar empregos.

Fazer com que a prefeitura seja o mínimo burocrática possível, permitir que gire a economia. E aí resgatar programas sociais como o banco da gente, financiamentos. É necessário ter uma economia girando.

Cada um fazendo sua parte. O governo federal já fez a sua. O Estado precisa ser mais agressivo, injetar dinheiro na economia. E a prefeitura, tenha certeza disso, que a partir de primeiro janeiro terá a coragem de fazer o resgate social que o nosso povo precisa.

JC – O primeiro debate na TV reuniu oito candidatos em Manaus. E Amazonino Mendes optou por não participar. O que achou das discussões?

Wilker Barreto – Pelo formato, vi que não houve nenhum controle sanitário. Dez pessoas reunidas num ambiente, tendo que tirar a máscara toda vez que falavam

O que menos se falou ali foi de proposta. Vi muito mais ódio e ranger de dentes

do que propostas de quem está preparado realmente para administrar Manaus.

Tinha-se um tempo de 2 minutos, impossível para estabelecer um bom raciocínio.

Amazonino Mendes ganhou em não ter ido ao debate. Eu dou uma sugestão para um debate em lives. É mais objetivo e construtivo.

Estou vendo que muitos querem solucionar os problemas de Manaus trazendo receita de bolo pronto. Mas não é assim, é um processo de construção.

JC – Sabemos que a cada nova gestão vêm mudanças. Que tipo de desvio de rota terá para a prefeitura de Amazonino Mendes e Wilker Barreto?

Wilker Barreto – Primeiro, a volta da Secretaria de Esportes é fundamental para os jovens, alvo de assédios do tráfico de drogas, da violência.

A prefeitura errou por não ter o BRT em Manaus, uma metrópole que ainda não tem um modal de transporte de massa. Acredito termos coragem de resgatar projetos que deram certo. Serei o operador do das ações do maestro Amazonino.

Precisamos ter grandes empresas para fomentar a economia, o desenvolvimento. Ter um setor que pensa e outro que executa.

JC – O turismo foi um dos setores mais atingidos na pandemia. Manaus tem um enorme potencial, mas não conseguimos ainda reativar os empregos. Como resgatar essas atividades, utilizando a zona rural do Tarumã?

Wilker Barreto – Vamos criar e potencializar mais atrativos turísticos. Melhorar nossos pontos turísticos com a inciativa privada.

Temos tantas áreas que podem ser desapropriadas e dar origem a novos negócios. Tudo isso precisa ser vendido para o turismo nacional, interancional, trazer o máximo de turistas.

Acredito que a matriz turística é um grande potencial na economia, mas não para substituir o modelo ZFM, mas somando-se às atividades da indústria. Acho que é possível, sim, melhorar muito.

Amazonino tem experiência e, com minha juventude, podemos fazer muito por Manaus.

JC – Com relação às universidades, é possível usar a expertise de conhecimentos técnicos locais para promover soluções à cidade?

Wilker Barreto – É o primeiro passo. Critico os contratos de consultoria que vêm de fora. Só vamos recorrer a essas consultorias se não houver solução por aqui.

O Amazonino pensou e executou a UEA, que tem hoje grandes profissionais.

Muitos dos quadros da Ufam são funcionários da prefeitura.

O Amazonino é muito franco, não tem acordo e nem negociata com nenhum partido para indicar secretário. Estamos desenvolvendo projetos para enfrentarmos problemas de Manaus.

JC – Com relação à CPI, onde o sr. foi um dos grandes protagonistas, que aprendizado trouxe para sua vida política?

Wilker Barreto – Aprendi muito junto com meus colegas. Tivemos um divisor de águas.

A comissão fez 40 oitivas, aprovou 100 requerimentos e indiciou 50 pessoas. A CPI da saúde botou o dedo na ferida. Eu acompanhei atentamente. Temos indícios de que os serviços contratados pelo Hospital Delfina Aziz requerem uma nova CPI.

Porque dois contratos consomem 360 milhões de reais dos contribuintes. Espero que a Assembleia continue na mesma pegada, com vontade de fiscalizar

Espero que esse divisor de águas possa servir de estímulo para qualquer cidadão não abrir mão de seus direitos. Fiquei feliz em poder ter vivido esse momento histórico na CPI da Saúde

JC – Ouvir os vices como o Jornal do Commercio está fazendo, é importante para a sociedade….?

Wilker Barreto – Sem dúvida, é para checar o perfil dos candidatos a vice. É muito importante. Amazonino disse que tenho o perfil do vice de que ele precisa. Vejo ele como um bom técnico de futebol, botando a prefeitura para funcionar. Precisa ter um papel pró-ativo

A forma como eu faço política é atuante. Não me calo, não sou pacato e nem calmo. Seu 220 por hora, vou para cima dos problemas.

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