Amazonas vai à reunião entre Brasil-Taiwan

Empresários de vários setores do PIM (Pólo Industrial de Manaus) vão se reunir no início desta semana em São Paulo com representantes da indústria taiwanesa e de outras regiões do país para traçar metas do comércio internacional e investimentos bilaterais.
Trata-se da 8ª Reunião Conjunta do Comitê Empresarial Brasil-Taiwan, onde serão avaliadas e prospectadas oportunidades de negócios, investimentos e parcerias comerciais e tecnológicas entre os dois países.
Sob a tutela da CNI (Confederação Nacional da Indústria), a reunião com os empresários discutirá temas como tecnologia da informação e comunicação, eletroeletrônicos, indústria de plástico, metalurgia/maquinário e energia renovável. Antes dos painéis setoriais, os executivos terão informações sobre o comércio e os investimentos já concretizados entre Brasil e Taiwan.
No entendimento do presidente do Sinaees (Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus), Wilson Périco, o encontro servirá para se alinhavar questões delicadas na relação comercial entre o Amazonas e aquele país, como a oferta de produtos acabados a preços mais competitivos que os da indústria nacional. O executivo salientou que, antes da criação de barreiras comerciais como saída para a negociação e proteção da indústria brasileira, é importante a fiscalização mais contundente da entrada de produtos acabados na região amazônica.
O temor de Périco é fundamentado pelos dados recentes divulgados pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio), os quais apontam que, nos últimos dez anos, o comércio bilateral entre Brasil e Taiwan praticamente triplicou, passando de US$ 1.1 bilhão em 1998 para US$ 3.1 bilhões até o ano passado. No primeiro semestre, ainda segundo o levantamento, as exportações brasileiras para Taiwan somaram US$ 823.5 milhões, valor superior aos US$ 815.9 milhões embarcados em 2007. Mesmo assim, o Brasil já acumula neste ano um déficit de US$ 1.1 bilhão na balança comercial com a ilha asiática. “Existe uma série de razões, como o esse déficit na balança nacional, que já foram elencadas em outras ocasiões que impedem uma concorrência mais equilibrada entre a produção local e a oriental. Apesar disso, sabemos que a indústria brasileira precisa desse importante fornecedor de matéria-prima tecnológica”, asseverou Wilson Périco.
Na opinião do presidente do Sinmem (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas de Manaus), Athaydes Félix Mariano, existe de fato uma importante participação de importados asiáticos no faturamento do setor de metalurgia no primeiro semestre deste ano em relação a igual período do ano passado. De acordo com o executivo, a queda do dólar e a grande variedade das ligas metálicas incentivam o aumento das importações, impulsionadas pela forte demanda da construção civil e do pólo de duas rodas.
“A queda do dólar ajudou nesse processo, embora o efeito dela seja menos intenso do que parece à primeira vista na metalurgia.
A moeda chinesa se valorizou uns 10% em relação ao dólar, Isso tirou um pouco da vantagem da desvalorização do dólar em relação ao real”, explicou.
Taiwan tem uma população de 23,4 milhões de habitantes. No ano passado, o PIB (Produto Interno Bruto) do país somou US$ 365.3 bilhões e a renda per capita atingiu US$ 31.691,50, mais que o triplo da renda do Brasil. Entre os principais produtos importados por Taiwan estão máquinas, materiais elétricos, combustíveis e óleos minerais, aparelhos de ótica e fotografia, produtos químicos orgânicos, ferro, aço e plástico.
Participarão do evento a Cieca (Associação Chinesa de Cooperação Econômica Internacional), Han-Sun Chien e do representante do Escritório Econômico e Cultural de Taipei no Brasil, Shu-Yeh Chou, entre outros convidados.

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