Agronegócio cresce após crise

A crise econômica no país também alcançou lojas do setor de agricultura no Amazonas, a Agroam, uma empresa genuinamente local, chegou a amargar a queda de 50% nas vendas de seus produtos durante dois anos seguidos até o ano passado (2015 e 2016).

Quem fala mais sobre essa queda e uma leve respirada nas vendas neste ano, é o gerente de vendas da rede de lojas, Jander Silveira. “Nesta crise, até o ano passado, vimos que estávamos no fundo do poço, pois não conseguíamos vender quase nada e a perda de clientes foi inevitável. Mas, em 2017, começamos a sair dela e o nosso movimento voltou a melhorar e uma escalada de 30% a 40% dos clientes voltaram a comprar com a gente. Mesmo assim, continuavam a comprar pouco porque o poder aquisitivo deles também caiu”, disse ele. Para sair da crise, o gerente conta que a Agroam teve uma redução de 30% no quadro de funcionários. ” Tivemos que demitir pessoal. Também reduzir custos com propagandas em televisão, e passamos a trabalha com a divulgação via panfletagem” , lembra ele. Mas sobre promoções dos produtos, Jander explicou que algumas empresas nacionais ainda tentaram abaixar seus preços. “Porém, com o aumento do dólar, as marcas multinacionais, só fizeram subir seus preços impossibilitando que comprássemos em grande quantidades deles”, lamenta ele.

O gerente disse ainda que o Seguro Defeso (lote de pagamento do Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal), pago nos primeiros quatro meses deste ano, possibilitou aos pescadores do Estado a compra de equipamentos de pesca nos estabelecimentos agropecuários. ” O que foi muito bom para as nossas vendas. Porém, não vimos muita procura de pessoas que receberam o seu FGTS. Elas aproveitaram esse dinheiro para gastos pessoas e pagar dívidas de outras coisas”, salienta ele.

Produtos
A rede de lojas Agroam oferece mais de 6 mil produtos entre máquinas e implementos agrícolas, além de tratores de última linha. Entre seus produtos agrícolas, a empresa trabalha com a vendas de: Motores estacionários; Gasolina e a diesel; Motores de popa; Geradores portáteis; Grupos geradores; Lavadoras de alta pressão; Motores marítimos; Motores elétricos; Motoserras; Roçadeiras; Motobombas; Rodas d`águas; Pulverizadores; Tratores; Micro-tratores; Cortadores de grama; e peças em geral.

“Esses produtos atendem agricultores e microagricultures dos ramos Florestal, Agropecuário e Jardins. E são usados na agricultura familiar para cultivar pequenos arados, ou seja, terras já mexidas, como hortas”, explica ele, ao ressaltar que o valor da Roçadeira está a partir de R$800 a R$2.600, e a linha de tratores da marca Massey Ferguson chegam a ser vendidos a partir de R$ 90 mil. Além de oferecer os serviços de assistência técnica e peças de reposição.

Quem é ?
Há duas décadas presente no mercado, a Agroam está em constante evolução e buscando sempre aprimorar e qualificar seus mais de 70 colaboradores dentro das normas e exigências que os consumidores amazonenses e de outros Estados do ramo de produtos agrícolas exigem. “Nossa empresa destaca-se pelo seu atendimento personalizado de acordo com as necessidades específicas de cada cliente. Nossos profissionais oferecem sempre soluções inteligentes e viáveis para cada cliente, características estas que trouxeram o reconhecimento por parte dos fornecedores, parceiros, clientes e amigos”, finaliza Jander.

Marcas
A empresa trabalha com as marcas de produtos agrícolas: Stihl , Honda, Agrale, Branco, Toyama , Trapp, Skil, Bosch e Nogueira.

Serviço
Em Manaus, a Agroam tem suas lojas espalhadas em três pontos da cidade: no Centro, na rua Miranda Leão, nº 443; na Aaenida Torquato Tapajós, nº 392 Flores; na avenida Autaz Mirin, nº7599 Tancredo Neves.
No interior, a empresa possui uma unidade no Rio Preto da Eva, na avenida Conrado Neymayer, nº93 – Monte Castelo. A Agroam também pode ser encontrada em Boa Vista Roraima, na avenida Venezuela, nº53 -Pricumã. E através do porto de Manaus, a Agroam envia seus produtos para os Estados do Acre, Rondônia e Pará.

Outra empresa
Outra empresa a amargar suas vendas com a crise econômica no país, foi a Comam – Comércio de Máquinas e Motores.

A loja trabalha com máquinas e motores para o campo nos setores de Agropecuária, Agronegócio e Mineração.

De acordo com o lojista Dalber Batista, a crise econômica no Brasil diminuiu a ida de clientes na loja, consequentemente, a venda de seus produtos. “E por conta disso, a rentabilidade da loja também diminuiu, uma vez que sentimos no balcão, pois os proprietários tiveram que demitir quatro funcionários para manter a loja aberta. Hoje só estamos em dois para atender os clientes que estão voltando aos poucos”.

Outra questão levantada pelo lojista que levou a queda nas vendas foi a paralisação no Campo, ou seja, os pequenos agricultores, que eram os nossos clientes mais fortes, pararam de comprar com frequência. “E isso aconteceu por conta do corte do investimento dado pelo governo do Estado para os agricultura.
O que refletiu também nas quedas das vendas das lojas de produtos agrícolas. Atualmente esses agricultores só nos procuram para comprar produtos de pequenos reparos em suas terras. O que estamos atendendo um pouco mais são empresários do setor da mineração, é o que está nos tirando da crise”, afirmou ele. A loja Comam -Comércio de Máquinas e Motores trabalha no mercado local há 4 anos e trabalha com as marcas Búfalo de (máquinas, motores e acoplados) e Trapp que fabricam máquinas voltadas para a agricultura ecológica.

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