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“Pode ser diferente”

Pouca gente estuda as causas da corrupção, da miséria e da violência. Mas não é tão difícil identificá-las e trabalhar bastante para curar paulatinamente a sociedade dessas mazelas sociais, que estão diretamente associadas à falta de uma verdadeira consciência política de defesa dos interesses coletivos da população.

O mais difícil é contrariar quem prioriza sempre seus próprios interesses e não está voltado de verdade para os direitos daqueles que não tem poder. Até mesmo políticos bem-intencionados podem acabar enredados na rede de privilégios de um sistema que alimenta a exclusão, a criminalidade e a desigualdade. E a injustiça.

Eu mesmo me considero um cidadão bem-intencionado. E me questiono por conta desse sistema iníquo, que protege pessoas gananciosas, que se beneficiam das regras, quando lhes são favoráveis, ou do descumprimento delas, quando ameaçam seu status ou seu patrimônio.

O grave problema é que parte da população se acomodou à essa situação. E outra parte se afastou da Política, por conta das decepções e do descrédito. Muitas delas criticam severamente os políticos, mas alimentam, por sua ação ou por sua omissão, a politicagem.

Penso que é possível e necessário trabalhar para mudar esse sistema político injusto e transformar a cultura política da sociedade para a busca do bem comum como prioridade. Acredito que isso possa ser feito pelos cidadãos e cidadãs tanto nas eleições, buscando escolher melhor seus representantes e as propostas que representam, quanto tendo uma postura crítica, participativa e solidária, de modo pacífico, mas não passivo. Pessoalmente não creio em soluções ditatoriais, que preconizam mudar tudo, mas apenas mudam os que mandam. 

Educação em tempo integral, até mesmo onde não houver escolas de tempo integral, em turnos complementares, em locais como quadras, clubes e igrejas.  Programas de recuperação e ressocialização dos dependentes químicos. Uma nova Polícia, bem paga e equipada e  depurada dos maus elementos. Administrar com efetiva transparência e participação popular. Reformar o Estado, para que os governos sirvam aos cidadãos, sem clientelismo, sem empreguismo, com eficiência e intersetorialidade. Governar com a população, sem paternalismo, com foco nas pessoas e nos seus direitos e deveres. Nem Estado mínimo, nem Estado máximo, mas Estado necessário: justo e eficaz. 

Posso estar sonhando hoje. Mas acredito que as coisas podem mudar. Devemos nos libertar do egoísmo e elegermos a fraternidade como regra de conduta. Isso significa amar ao próximo, como Jesus ensina no Evangelho. E buscar a mesma sabedoria que o Rei Salomão pediu de Deus para bem governar.

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