Filosofia do Amazonas – Parte 5

Prezado leitor e estimada leitora, dentro da nossa proposta de “identificar os filósofos e as filósofas do Amazonas para conhecimento e divulgação de suas biografias”, hoje apresentamos para você o Filósofo Sérgio Bruno, manauense, 46 anos e também professor de Filosofia no Ensino Básico em Manaus.

“De início é importante dizer que a Filosofia é algo constante em minha vida, não somente profissional, mas também como forma de vida, de aprendizado e de abertura a este mundo e esta existência tão complexos do qual fazemos parte. E a Filosofia se transformou em minha vida uma forma de olhar e compreender os mistérios da existência.

Meu encontro com a Filosofia foi impulsionado pela fé cristã e pelos anseios que me conduziram aos caminhos do entendimento da essência humana. Hoje, depois de alguns anos envolto nas questões e reflexões filosóficas a abordagem à qual mais tempo me dedico são às questões éticas e políticas. Justamente por acreditar que nossos maiores desafios como indivíduos, como humanidade, como cidadãos são justamente o desafio ético. 

O ser humano desenvolveu sua ciência, suas tecnologias, seu domínio e entendimento da natureza e do universo, pôs este conhecimento ao seu favor, instrumentalizando cada vez mais estes resultados para seu conforto, para sua saúde, para o entretenimento, e por aí vai. 

No entanto, quando se tratam das questões éticas, grandes são nossos problemas e urgentes são as soluções, o que a meu ver, se apresentam como gigantescos desafios para a Ética Filosófica. Posso afirmar que é o tipo de conhecimento que sinto prazer em me dedicar cada vez mais.

Quando se tratam dos pensadores que mais me identifico, sempre digo, quando questionado, que não tenho preferências por filósofo A ou B, mas gosto de pensar que cada mente em sua genialidade nos lega importantes contribuições, de acordo com seu tempo, seu contexto e principalmente com os desafios que se apresentam nos momentos históricos de suas vidas. 

No entanto, gosto de ressaltar que o filósofo que mais li foi Edgar Morin, justamente por entender que seu pensamento e sua filosofia estejam compromissados com um futuro mais ético e mais humano. Este é um pensador que sempre recomendo para quem deseja adentrar no fascinante universo das reflexões filosóficas.

Apenas lamento que haja tantos preconceitos com a filosofia, às vezes injustos, que não reconhecem o valor e as contribuições inestimáveis que esta forma de conhecimento já nos concedeu. A Filosofia abre mentes, nos deixa atentos, nos dá elementos para compreender o que somos, o que é viver, para nos relacionarmos como sociedade, para interpretar o ilógico, o escondido, o mistério da existência; filosofar nos proporciona idealizar o possível dentro do impossível e por mais absurdo que pareça, nos ajuda a realizá-lo.

Por fim, filosofar é uma expressão de humanidade, é constructo de nossa razão, por sua vez uma dimensão tão nossa, unanimemente reconhecida como nossa essência, e por vezes identificada como nossa alma, nossa consciência e nosso eu central. Filosofia é uma dádiva, é uma ferramenta que pode e deve ser por cada um de nós, ser muito bem e para o Bem ser explorada”.

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