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A curva ambiental de Kuznets em Manaus

Em vista do artigo da semana passada, alguns leitores questionaram sobre a CAK – Curva Ambiental de Kuznets, é lógico que para os leitores que não são economistas se torna difícil entender de que se trata a CAK e quem foi Kuznets. Simon Smith Kuznets nasceu (1901) (faleceu em 1985 em Cambridge/USA) em Pinks/Belarus/Kharkov/Ucrânia/Rússia, migrou para os Estados Unidos onde fez graduação, mestrado, doutorado PHD em economia na Universidade de Columbia, foi professor Universidade da Pensilvânia (1930-1954), Johns Hopkins University (1954-1960) e Harvard University (1960-1971), tendo sido ainda presidente da Associação Econômica Americana em 1954.

Foi formulador científico do PIB – Produto Interno Bruto (Gross Domestic Product), que é o valor monetário da produção total de bens e serviços de um país em certo período de tempo. Foi laureado com o Prêmio Nobel de Economia em 1971 por sua interpretação empírica do crescimento econômico, o que reforçou os conhecimentos sobre a estrutura econômica e social e o processo de desenvolvimento econômico de uma nação.

Em 1946, Simon Kuznets foi professor orientador na tese de doutorado em Economia, na Columbia University, do economista norte-americano Milton Friedman (1912-2006), Prêmio Nobel de Economia em 1976. A Curva Ambiental de Kuznets relaciona os impactos ambientais com o crescimento da renda per capita em determinadas sociedades em desigualdades, o gráfico da curva seria uma parábola com a concavidade para baixo (U invertido), ou seja, danos ambientais provocados por sociedades pobres em desenvolvimento econômico inicialmente leva a uma deterioração do meio ambiente, mas após um certo nível de crescimento econômico (com elevação da renda), a sociedade começa a melhorar sua relação com o meio ambiente e reduz os níveis de degradação ambiental em seu entorno.

Para os economistas pesquisadores do CEA – Clube de Economia da Amazônia, com base nos estudos de Kuznets, se pode determinar a Curva Ambiental de Kuznets aplicada à cidade de Manaus nesses 54 anos da Zona Franca de Manaus, analisando a desigualdade social, desemprego, crescimento populacional (imigrações), pobreza, poluição dos igarapés, desmatamentos, invasões de terras, saneamento básico (água – estação de coleta e tratamento e rede de abastecimento, esgotamento sanitário (estação de tratamento, rede de esgotos e águas pluviais, resíduos sólidos – lixão), crescimento urbano desordenado, da estagnação econômica ao crescimento econômico, emprego, aumento da renda per capita.

Os serviços de saneamento básico são essenciais à população urbana, pois a sociedade demanda tais serviços e sua oferta ou não acarreta externalidades positivas e negativas sobre o meio ambiente e aos sistemas de saúde pública e entraves aos desenvolvimento econômico sustentável. Vejam o exemplo da cidade de Manaus, todas aquelas variáveis (indicadores) que se tratou anteriormente no texto, causaram e causam impactos negativos ao meio ambiente na capital, poluição dos principais igarapés que entrecortam a cidade, poluição de lençóis freáticos e solo, focos propícios de transmissores de doenças, invasões em áreas de mananciais nascentes, de riscos em barrancos e beiradões, lixões, dentre outros.

Aguçam as desigualdades, os problemas (déficit) de saneamento se agravam na cidade, mesmo que tenha havia processo de industrialização com a chegada do PIM – Polo Industrial de Manaus ZFM, corrente imigratória maior,  aumentou na oferta de emprego, aumento da renda per capita, mas os igarapés continuaram e continuam sendo mais poluídos, mais resíduos sólidos no lixão de Manaus, invasões aumentaram, dentre tantos impactos ambientais negativos.

Para o pessoal do CEA, talvez as preferências das pessoas que tiveram sua renda aumentada sejam outras e que os governantes não tiveram compromisso com a falta de acesso da população a esses serviços, sem considerarem que essas faltas causaram e causam degradação ambiental e outras externalidades negativas à cidade e a própria sociedade. Entretanto, observados alguns indicadores, cada vez que se avança no desenvolvimento econômico urbano, o formato da CAK de Manaus, tenderia  ao outro formato que não o de ‘U invertido’, mas de um ‘N’, haja vista, que o deficit em acesso ao saneamento básico continua em Manaus.
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