14ª Lei das 48 Leis do poder

Carlos Silva

“Banque o amigo, aja como espião. Conhecer o seu rival é importantíssimo. Use espiões para colher informações preciosas que o colocarão um passo à frente. Melhor ainda: represente você mesmo o papel de espião. Em encontros sociais, aprenda a sondar. Faça perguntas indiretas para conseguir que as pessoas revelem seus pontos fracos e intenções. Todas as ocasiões são oportunidades para uma ardilosa espionagem”. Evidentemente que esta lei se aplica, e muito bem, a diplomatas que buscam informações sensíveis em prol de um objetivo de Segurança. Ou aos espiões, em momentos de conflitos entre nações. Ou a alguns  políticos, para concretizar futuros apoios ou futuras oportunidades de angariar votos, com o erro de outrem. Enfim! Eu não me enquadro neste elenco. Você está nisso? Ok. Siga em frente! Mas, conheço e sou amigo de muitas pessoas que comprovam a eficácia dessa 14ª Lei. E, acreditem, funciona, e funciona muito bem mesmo. Claro que se precisa ter dom, foco e determinação. Se analisarmos, sem emoção, veremos que estas características nos seguem por toda a vida. Claro que com metas e alvos diferentes. Mas, a vida é assim: siga o seu dom, enquadre o foco e siga o caminho, com determinação. No entanto, muitas, mas muitas pessoas mesmo, gostam de ter poder sobre outras pessoas, ou sobre a maioria ou sobre todo um grupo. Por vezes, esquecem que quanto mais poder, mais responsabilidade. De outra forma, esse tipo de personalidade, que se torna bastante desagradável em muitas situações, esconde uma vaidade latente e uma enorme fraqueza moral. Em muitos casos, são pessoas inteligentes, mas, fracas, sem honra. Porém, em outras situações, são líderes endeusados merecidamente. O livro As 48 Leis do Poder relembra um conceito muito utilizado por aí, mas, de reduzido conhecimento por muitos: presciência, ou o conhecimento do futuro. Sun Tzu já dizia, na Arte da Guerra, no Séc 4 a.C, conforme está no livro em questão: Ora, o que faz um soberano brilhante e um sábio  general conquistarem sempre o inimigo, e suas realizações superarem as dos homens comuns, é a presciência da situação do inimigo. Essa “presciência” não vem dos espíritos, nem dos deuses, nem de uma analogia com acontecimentos passados, nem de cálculos astrológicos. Deve ser obtida de homens que conhecem a situação do inimigo – dos espiões.” Mas, esse texto e a 14ª Lei se aplicam aos momentos de guerra. Mas, também, devem ser analisados no cotidiano, pois, a vida, por si só, é uma eterna disputa, ou, em alguns casos, uma guerra mesmo. Vou abrir uma cerveja !

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