Mais uma vez a capital de Amazonas recepcionou mandatários de nações estrangeiras e o próprio da República. Dessa feita, esteve novamente em Manaus o presidente venezuelano, Hugo Chávez. Uma permanência no mínimo capaz de atrair a maciça atenção da mídia nacional e internacional. Em meio a acusações de iam da loucura do “caudilho” bolivariano até a indigitada condição de vassalo do Congresso Nacional brasileiro, que supostamente trabalha para atender os interesses da mão do império norte-americano, Brasil e Venezuela retomaram projetos bilaterais e regionais.

Muita celeuma por conta do desejo da Venezuela de fazer parte do Mercosul, para o qual resta a aprovação dos Congressos de Brasil e Paraguai. Muita perplexidade do militar travestido de presidente em relação ao tempo já decorrido para a pugnada aprovação. O tempo não deve, advertiu o mentor da revolução bolivariana, exceder o que é digno. Um limite digno para ser exato, complementou,”não mais do que os nove meses de um parto.”Se não depois perde a criança”. A despeito da confusão gerada pela troca de impropérios entre os políticos daqui (que convenhamos estão relativamente em baixa pelos imbróglios relativos a uma certa pensão alimentícia) e o “hijo” do professor Hugo de los Reyes Chávez e da professora Elena Frias de Chávez, muitas lições podem ser extraídas de sua curta permanência no coração do maior Estado do Brasil.
Primeiramente o necessário aperfeiçoamento do cerimonial venezuelano, uma vez que autoridades amazonenses ficaram a esperar de pé por dezenas de minutos sem que qualquer satisfação lhes fosse prestada pelos “hermanos”. Talvez o nobre presidente venezuelano egresso da Academia Venezuelana de Ciências Militares, acostumado com as longas marchas militares e a necessária posição de sentido tenha posto a prova à fibra dos líderes amazonenses, que após a longa espera tal qual os noviços de um templo Shaolim, tiveram a oportunidade magistral de vislumbrar o mestre.

Em segundo lugar o “mestre”que detém uma visão pouco ortodoxa do mundo parece enxergar em cada canto um inimigo a ser abatido em nome de uma paz duradora e a obtenção de ideais bolivarianos e castristas. Com intermináveis discursos no mais puro estilo Fidel, o ex-paraquedista tem o dom de fazer a população de seu pais esquecer seus problemas do cotidiano, inflamando-os a inverter as estatísticas de um mundo controlado por “algozes do norte”. “Nunca baixar a guarda” disse mais de uma vez o Coronel , delineando aspectos da democracia que legitimamente julga lapidar em seus domínios. Sua visão parece se extender a países como a Bolívia e porque não o Brasil. Muitas pessoas de fala hispânica na cidade de Manaus o consideram o “único homem da América do Sul” por não se curvar aos interesses estadunidenses.

A importante lição também retirada desse míope vislumbre é que democracia pode e deve ser exercitada todos os dias, não só porque os brasileiros permaneceram tanto tempo sem praticá-la , mas porque a democracia é a única forma de prevenir que pseudolibertadores desse naipe sejam levados a uma abominável condição de tirania. O líder do país vizinho em coletiva utilização de indumentária rubra, prosseguiu destilando suas críticas ao biodiesel, a todas as formas capitalistas de se esmagar a força campesina que só almeja comer. Estômago cheio, prazerosa sensação de preenchimento intestinal acabam-se todos os problemas do mundo. Do outro lado o presidente Lula dotado do mais legítimo espírito diplomático também exercita o velho exercício grego que dizia que por ter duas orelhas e só uma boca o homem deve ouvir mais do que falar. Limitou-se pois a ouvir, enfatizando planos para alavancar a economia dos dois países. O verde do Amazonas tão atacado por planos fracassados de desenvolvimento de outras não parece ter sido uma moldura ideal para ornar essa atabalhoado encontro, quiçá frutífero de algum modo.
O ingresso da Venezuela no Mercosul, pode ocorrer ou não. A sobreposição do vermelho s

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