Vale investe na ampliação de transporte

A Companhia Vale do Rio Doce pretende aumentar a capacidade de transporte de minério de ferro para exportação da EFVM (Estrada de Ferro Vitória Minas), das atuais 96 milhões para 120 milhões de toneladas/ano até 2009. A Vale pretende investir um total de US$ 784 milhões em infra-estrutura de logística em 2007. Deste montante, US$ 412 milhões foram aplicados no primeiro semestre.
A meta de crescimento depende ainda de outros investimentos que incluem a ampliação do Pátio de Drummond, localizado no município de Nova Era (MG) e da instalação de uma terceira linha ferroviária em Ipatinga, no Vale do Aço mineiro, com extensão de 15 quilômetros que irá demandar US$ 120 milhões.
Ontem, foi inaugurada a primeira etapa do projeto, a ampliação do Pátio Ferroviário de Costa Lacerda, localizado em Santa Bárbara, região central de Minas, que irá se tornar o segundo maior da América Latina, depois de Tubarão (ES). Nesta etapa foram gastos R$ 232 milhões nos últimos dois anos. A EFVM atualmente possui uma extensão de 500 quilômetros em linha dupla e é responsável pelo transporte de 37% de toda a carga ferroviária do país.
Em Ipatinga, a instalação da terceira linha tem também como objetivo atender à Usiminas que já anunciou investimentos de US$ 8,4 bilhões para aumentar a capacidade de produção, para 14 milhões de toneladas, tanto em Ipatinga quanto em Cubatão (SP) até 2015.
“O programa de expansão da Usiminas irá gerar um gargalo nesta região e, por isso, a terceira linha em Ipatinga deverá estar concluída até 2009″, disse. O projeto também prevê a ampliação do Pátio de Tubarão.

O pátio de Costa Lacerda possui atualmente cinco linhas ferroviárias, cada uma com aproximadamente sete quilômetros que possibilitarão a formação e o desmembramento de trens para o transporte de minério com até 320 vagões.
De acordo com o diretor de Operações da EFVM, Marcelo Barros, com a expansão, Pátio Lacerda irá aumentar em 20% a capacidade de manobra.
A EFVM transportou no ano passado, 136 milhões de toneladas de carga, sendo que 80% deste volume referente ao minério de ferro e 20% de carga geral.

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