Uso excessivo do PC no trabalho prejudica visão

Com a rotina de trabalho nos escritórios dedicada quase que exclusivamente ao computador e à internet, é comum que surjam queixas como dor de cabeça, olhos cansados, olhos secos e visão embaçada. Todos estes sintomas estão associados à Síndrome da Visão de Computador, que não existe do ponto de vista científico, mas que tem acometido os trabalhadores da era high-tech.
“Na verdade, o uso do computador leva ao cansaço da visão, da mesma forma que a leitura prolongada de um livro”, explicou o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do IMO (Instituto de Moléstias Oculares).
“O cansaço é uma reação natural dos olhos à tensão a que são submetidos, já que o usuário precisa forçá-los constantemente para conseguir foco e enxergar imagens bem definidas a partir de pontos minúsculos chamados pixels”, observou Centurion. Juntamente com a tendinite, causada pela repetição de movimentos do mouse e no teclado, a Síndrome da Visão de Computador é uma das características da força de trabalho moderna.

Agravantes do problema

O ambiente e as condições de trabalho -ar-condicionado muito forte e luz inadequada, por exemplo- influem de maneira significativa nas alterações do filme lacrimal. A Síndrome do Olho Seco está diretamente relacionada à variação no número de piscadas durante o período de uso. “O número normal de piscadas de um indivíduo está entre 15 a 20 piscadas por segundo, mas cai de 10% a 30% durante o trabalho”, destacou a oftalmologista Sandra Alice Falvo, que também atua no IMO.
Essa diferença no número de piscadas é uma das causas para a maior evaporação da lágrima e o ressecamento da superfície ocular. “Um portador de olho seco pode ter a condição extremamente exacerbada pelo uso excessivo do computador”, destacou Sandra Alice. Piscar é fundamental, pois faz a troca do filme lacrimal, uma película de lágrima que fica sobre a córnea, responsável pela manutenção da umidade dos olhos, indispensável para uma boa visão. A médica recomenda uma pausa de pelo menos dez minutos a cada hora trabalhada, para que o profissional relaxe e volte a piscar normalmente.
O brasileiro ficou em média 21 horas e 44 minutos navegando na internet, em abril de 2007,e bateu o recorde histórico de tempo de acesso desde que a pesquisa do Ibope/NetRatings começou a ser feita, em setembro de 2000. Os 25 milhões de brasileiros que acessam a internet de casa navegaram 49 minutos a mais do que em março, aumento de 3,9%.

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