Usina de Belo Monte e seus impactos ambientais são discutidos

O 19º Encontro Brasileiro de Ictiologia, em seu quarto dia de ciclos de palestras e mesas-redondas, apresentou a continuação do simpósio “Ictiofauna na Ecorregião Tapajós-Xingu” com trabalhos de pesquisadores do Inpa/MCT (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia).
O pesquisador Geraldo Mendes dos Santos, da CPBA (Coordenação de Pesquisa em Biologia Aquática) do Inpa, apresentou os “Impactos do Aproveitamento Hidrelétrico de Belo Monte sobre o Ambiente Aquático”.
“O cientista, acima de tudo, deve desempenhar um papel relevante, perante a sociedade, como propagador do conhecimento que ele adquire em suas pesquisas”, afirma Santos.

Problemática do desenvolvimento

Em sua pesquisa sobre Belo Monte, Santos falou sobre o potencial energético que a usina proporcionaria ao país e da importância econômica que isso representa. De acordo com o pesquisador, até o ano de 2020 cerca de um quinto (1/5) da energia brasileira advirá da Amazônia. “Isso é o equivalente a quinze novas usinas hidrelétricas”, afirma.
Outro ponto ressaltado durante o simpósio pelo pesquisador, é que a Amazônia é uma rica fonte de hidroeletricidade e “não há fonte alternativa que vença essa opção”, diz Santos.
Em contrapartida a esses dados, o pesquisador falou de aspectos técnicos sobre a instalação da usina e dos impactos ambientais que isso causará. “A Ética Ambiental deve ser discutida e levada em consideração; a sustentabilidade, termo tão usado hoje, sem ética não tem embasamento suficiente. É preciso debater qual o preço a pagar pelo desenvolvimento”, diz Santos.
Diante das informações expostas, a apresentação do pesquisador abriu um diálogo sobre a construção da UHE (Usina Hidrelétrica) Belo Monte, no estado do Pará, e dos desafios de conciliar interesses, como o desenvolvimento energético de que o país precisa em contraponto à preservação da ictiofauna presente na localidade.

Conscientização pública

“É preciso fazer existir a conscientização pública sobre esse assunto e certa pressão política. O progresso desenfreado não pode por em risco a conservação da biodiversidade, visto que a Bacia do Xingu é um patrimônio desta”, diz ele.

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