Em uma democracia, esquerda, direita e centro, são as forças que exercem pressão sobre o jogo do poder. Alicerçadas nas ideologias que referendam sua prática e discurso, essas forças se dividem em partidos cujas bandeiras vão de encontro aos anseios do povo. Essa representação popular é o sentido exato e inequívoco da democracia.

Regime nascido no mundo grego e que ganhou versão moderna em solo francês. Essa base de pensamento político, nasceu para harmonizar e organizar o necessário revezamento do poder nas sociedades.

Mas, existem fenômenos que são únicos na vida de um agrupamento humano. Acontecimentos capazes de unir todas as forças e fazer com que as engrenagens da história sigam um rumo diferente daquilo que de alguma forma, seria imposto a realidade social. Um exemplo local desse fenômeno é a ZFM (Zona Franca de Manaus).

Criada em 1967 como modelo de integração econômica e geopolítica para a Amazônia, o modelo, após quase meio século, se transformou no maior vetor de desenvolvimento para o Amazonas e boa parte dos Estados que estão no raio de ação do hoje, PIM (Polo Industrial de Manaus). Entretanto, apesar de ser o maior agente de preservação da floresta, o PIM sofre constantes ataques.

A mais nova ameaça, é o decreto N° 9.394 do Governo Federal, que fere de morte o setor de concentrados, responsável por uma grande leva de empregos na capital. O ataque gerou a união da bancada amazonense que reúne grupos antagônicos em si, mas, completamente fechados na defesa do PIM. É o fenômeno ao qual me refiro e que ilustra bem a necessidade do diálogo democrático. Por isso quero aqui, parabenizar nossos deputados federais e senadores, que mesmo adversários em frentes ideológicas completamente diferentes, se unem numa verdadeira guerra entrincheirada, para defender os empregos e a geração de riquezas, proporcionadas pelo parque fabril de Manaus. Que seja assim sempre. Para que o povo tenha a fé na boa política e entenda que sem representatividade, sem renovação e vigilância, somos presas fáceis, para aqueles que querem levar nossa maior fonte de divisas e o único modelo econômico que manteve e mantém a floresta do Amazonas preservada. Viva a democracia. Viva ao diálogo democrático. Vida longa ao Polo Industrial de Manaus. Sigamos na luta.

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