Pescador que é pescador, adora contar histórias, a maioria das vezes, inventadas, mas existem alguns que acabam por transformar suas histórias em realidade. É o caso do empresário, e pescador, Milton Menga.
Milton conseguiu unir o útil ao agradável, ao transformar o seu gosto pela pesca em um lucrativo negócio. Há dez meses ele abriu a peixaria “Estória de Pescador” e o empreendimento deu tão certo, que o estabelecimento funciona diariamente para almoço e jantar.
“Comecei com delivery de peixes há cerca de três anos, aqui mesmo, neste endereço. Como sempre primamos pela qualidade dos nossos pratos, consegui montar uma fiel carteira de clientes, então achei que era hora de abrir a peixaria. Os clientes passaram a vir aqui e novos clientes também vieram, e continuamos com o delivery”, comemorou.
Desde que foi inaugurado, o espaço da peixaria já dobrou de tamanho e Milton prepara mais uma ampliação para os próximos dias. “Tem dias aqui, principalmente nos finais de semana, que alguns clientes vão embora porque não têm mesa disponível, então resolvi realizar mais uma ampliação, o que fará com que possamos atender mais de 150 clientes”, contou.
Por dia são disponibilizados mais de 30 pratos diferentes de peixes, pirarucus e tambaquis como carros-chefes. Só o pirarucu é servido de dez maneiras diferentes, em porções para uma ou duas pessoas, com preços que variam de R$ 30, a R$ 60.

Jaraqui entre os nobres
E para quem gosta de variar, a “Estória de Pescador” é o lugar certo. “Além do pirarucu e do tambaqui, sempre temos outras espécies de peixes no cardápio. Quando vou à feira, compro os peixes da época, espécies que as pessoas não estão acostumadas à comer, mas quando provam, acabam gostando. É o caso do surubim, do dourado, do cuiú-cuiú, do mandí, do tamoatá, do cubiu”.
E ainda tem os pratos especiais. O bodó é um tipo de peixe que poucos gostam de comer, desconhecendo que esse peixe de aparência não muito agradável, possui uma carne deliciosa. “Aqui o bodó é servido no tucupi, nos finais de semana, e faz muito sucesso”, falou.
Enquanto isso, o mais popular peixe do Amazonas, o jaraqui, desfila junto aos nobres causando água na boca entre os clientes, principalmente naqueles que não o saboreavam pela dificuldade em tirar-lhe as espinhas. Na peixaria, o jaraqui é servido sem espinhas e, devido ao sucesso, Milton resolveu até criar um prato especial com o peixe para participar do concurso “Brasil Sabor”. “O prato é uma homenagem ao artista plástico Rui Machado, por isso leva o seu nome: Filé de Jaraqui a Rui Machado. Vem acompanhado com arroz, jambu, tucupi, camarão e farofa de castanha. Como não tem espinhas, o cliente pode saboreá-lo à vontade”, explicou.
Milton ensinou que o jaraqui é um dos peixes mais difíceis de se tirar as espinhas, mas após isso feito, e o filé recebendo as atenções de um chef, o peixe não deixa nada a dever a nenhum dos preferidos entre os amazonenses. “O Filé de Jaraqui a Rui Machado é crocante e tem agradado a todos que o provam”, completou.
Mas nem só de peixes vive a “Estória de Pescador”. Temos que satisfazer a todos os gostos, por isso, aos domingos, temos Pato no Tucupi, além da Língua ao Vinho, Galinha Caipira à Cabidela, Galinha de Angola ao Molho Pardo, Arroz de Carreteiro, Filé à Moda da Casa e a Vaca Atolada (que é a costela cozida na macaxeira amolecida), detalhou.
No “Estória de Pescador” tem almoço, de segunda a domingo, o buffet é livre, com variado cardápio de acompanhamentos. No jantar, de terça a sábado, o serviço é a la carte.

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