Um livro para historiadores e curiosos

Um livro para historiadores e curiosos que queiram saber quem foram os perseguidos em Manaus pela ditadura militar que se instalou no país há 50 anos. Sobraram informações até sobre quem baixou a cabeça para os novos donos do poder e os obedeceu cegamente, como ditadores de esquina. Esse é o conteúdo de “O Golpe Militar no Amazonas – crônicas e relatos”, livro do advogado Paulo Figueiredo, que será lançado na sexta-feira (16), na Livraria Saraiva. O próprio Figueiredo -ainda jovem estudante -foi perseguido e detido por quase um mês, sem acusação formal nenhuma, tão logo o golpe perpetrado pelos militares se espalhou pelo país e chegou a Manaus.
“O Golpe Militar no Amazonas”, é formado por crônicas e relatos publicados na imprensa escrita manauara nos últimos anos. “São memórias de quem viveu aqueles momentos duros e difíceis, para quem estava envolvido com questões políticas, e conheceu cada um dos personagens envolvidos”, contou Figueiredo.
Quem faz a apresentação do livro é Amazonino Mendes, ex- prefeito de Manaus, governador e senador pelo Amazonas no período de 1983 e 2012, mas que, ao eclodir o golpe de 1º de abril de 1964 (Figueiredo faz questão de repetir a data a todo instante em suas crônicas para reforçar que tudo não passou de uma mentira engendrada pelos militares para tomarem o poder), era apenas um estudante de direito, como vários de seus colegas, com ampla visão crítica à política então vigente no país.
Amazonino foi preso e já na apresentação do livro, relembra o fato. “Ao chegar à Faculdade, não deu outra. Em torno das cinco da tarde, vi o primeiro capacete verde e em seguida um grupo de soldados que ali chegavam. Comandados pelo capitão Amazonas, subiram os poucos degraus de entrada do prédio. Acercando-se de mim, o militar me perguntou: é você que é o Amazonino?. Ao dizer que sim, tive na hora como resposta o ríspido anúncio: ‘então você está preso’, concluiu o militar”. Amazonino ficou quase quatro meses detido num quartel do Exército, no São Jorge.

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