UEA, um gigante quase indomável

O ex-governador Eduardo Braga, que hoje ensaia uma aproximação com seu antecessor, Amazonino Mendes, não escondia de ninguém, no início de sua administração, que a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) era uma bomba relógio deixada em suas mãos. Justificava a afirmativa dizendo que sua estrutura gigante e os megavestibulares que promovia não estavam em sintonia com a evolução da receita estadual. Já no final da segunda gestão, ele dizia que conseguira domar o monstro. Seu sucessor, Omar Aziz, anunciou um avanço, a Cidade Universitária, como o próximo grande passo da instituição, mas esbarra, agora, em sucessivas manifestações contra a estrutura hoje existente.

Desconfiança

O ex-reitor José Aldemir via com desconfiança a construção da Cidade Universitária, mas evitava expor isso publicamente. Professor da Universidade Federal do Amazonas, ele deixava sua reserva em segundo plano, porque está entre os que defende investimentos cada vez mais vultosos na educação, seja em que projeto for. Caiu porque não conseguiu estancar as crescentes manifestações de insatisfação.

Passo a passo

O novo reitor, Cleinaldo Almeida Costa, assume com a missão primordial de pacificar a UEA. Este passo é fundamental para que se avance à Cidade Universitária. Nos últimos dias surgiram cada vez mais cartazes condenando a iniciativa. O governador Omar Aziz, pela experiência que teve como líder estudantil na década de 70, sabe que é preciso primeiro conter os estudantes em seu ímpeto rebelde, para depois avançar no que pretende.

Eleição

Pesou para a não convocação de eleição direta neste momento a conflagração da comunidade universitária. Se optasse pelo processo eleitoral, o governador mergulharia a UEA em uma disputa fratricida, de consequências imprevisíveis. Além disso, o projeto Cidade Universitária poderia se tornar o centro das discussões, o que não seria nada bom para a administração estadual.

Esticou

Ao comparecer esta semana ao Palácio do Planalto, acompanhando o colega Alfredo Nascimento (PR), que articula a volta de seu partido à Esplanada dos Ministérios, o senador Eduardo Braga sinaliza que a corda definitivamente esticou entre ele e o governador Omar Aziz. Este se aproxima cada dia mais do prefeito Arthur Neto, enquanto o parceiro parece caminhar mesmo para uma aliança com Nascimento e Amazonino Mendes. O mundo dá voltas…

Vivinho

E a quem considera que Amazonino Mendes morreu politicamente, é bom avisar: em todas as pesquisas realizadas pelos grupos políticos nos últimos dias, com vários institutos, ele ainda é o segundo nome mais citado pelos eleitores quando questionados sobre o voto para governador. Mas isso no interior do Estado. Na capital ele realmente perdeu muito depois de sua gestão na prefeitura. Ainda assim, somados os votos lá e cá, o velho líder ainda apita, e muito.

Excluídos

Estudantes da rede estadual de ensino estão sendo proibidos de usar o transporte escolar no município de Maués. A administração do prefeito Carlos Góes (PT) alega que o benefício se destina apenas aos alunos da rede municipal e diz que quer evitar a superlotação dos veículos. O problema é que a exclusão não veio acompanhada de uma articulação para que o Estado ajudasse a transportar seus alunos.

Rede

A ex-senadora Marina Silva desembarcou em Manaus neste sábado (23) para uma agenda em defesa de seu novo partido, o Rede Sustentabilidade. O destaque da programação foi um mutirão para coleta de assinaturas no calçadão da Ponta Negra. Típico de quem foca a classe média. Não fosse assim, o evento teria se realizado no calçadão da Suframa.

Virou bagunça

A constatação de que presos estavam fugindo pelo forro da Cadeia Pública, nesta sexta-feira (22), mostra que o sistema carcerário no Amazonas carece de um reordenamento urgente. A coisa parece ter virado uma bagunça. Os presos não respeitam mais grades, celas, muros e sequer telhados. Fugas são constantes, o que deixa a sociedade amedrontada.

Unanimidade

Um outro grande projeto concluído por Omar, que até bem pouco tempo, gerava muita polêmica, parece agora ter virado uma unanimidade: o Programa Águas para Manaus (Proama). O vice-prefeito Hissa Abrahão atacou a Manaus Ambiental anteontem, por causa do rompimento de mais uma adutora, e disse que a empresa não tem condições de tocar o Proama, que ele considera a solução definitiva para os problemas de abastecimento.

Mais um

“A população de Manaus não aguenta mais a falta d’água. O Proama é um investimento que pode resolver a situação dos moradores”, disse, nesta sexta (22), o vereador Waldemir José (PT), outrora crítico do programa. Ele citou o assunto a propósito do Dia Mundial da Água, comemorado na data. Para o parlamentar, a cidade não tem o que comemorar.

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