Turismo pelos zoológicos do Brasil

A diversidade animal e vegetal existente no planeta desperta curiosidade em todas as idades e garante que os zoológicos brasileiros estejam entre os principais atrativos turísticos em todo o país. De acordo com a SZB (Sociedade de Zoológicos e Aquários do Brasil), as atrações recebem 30 milhões de visitantes por ano.

Além de ser um local de divertimento e aprendizado para crianças e adultos, os 84 zoos brasileiros são santuários de preservação de animais em extinção e fontes de pesquisa para a melhoria dos ecossistemas. A Agência de Notícias do Turismo selecionou algumas opções para as férias de julho.
Na região Norte a primeira dica é o Bosque da Ciência, em Manaus. O Bosque permite aos visitantes terem uma experiência única com animais da região, como o peixe-boi, as ariranhas e os jacarés. O local é administrado pelo Inpa (Instituto de Pesquisas da Amazônia) e foi criado para promover estudos ambientais atrelados à proteção da biodiversidade. Por isso, as atividades por lá são realizadas com foco educativo. 

Em Belém (PA), o Mangal das Garças (PA)  é um pedaço da riqueza amazônica. Flamingos, borboletas e garças são as maiores atrações, o parque ecológico também abriga aves em geral. Tradição e aventura se misturam durante a visita, pois o turista fica próximo de aves no Viveiro das Aningas e conhece a história da região no Memorial Amazônico da Navegação. Na programação, também estão inclusos teatro e educação ambiental.

No Nordeste destacam-se o Zoo de Salvador (BA), considerado um centro de referência no tratamento de animais em extinção. Das 158 espécies, 34 estão ameaçadas e são cuidadas pelos técnicos do local. Além de conhecer os animais, o visitante pode fazer uma trilha, aprendendo um pouco mais sobre os bichos e a vegetação. O zoo conta com uma clínica veterinária, museu, botânica, educação ambiental e quarentena para animais recém-chegados ou em tratamento de saúde.

Na capital paraibana está o Parque Zoobotânico Arruda Câmara, conhecido popularmente como Bica. Com 92 espécies e mais de 500 animais, o local é um ambiente de proteção da fauna e flora e de contemplação para seres humanos, que podem se divertir nos playgrounds, pedalinhos, quadriciclos e passeio de trenzinho para as crianças. Educação ambiental também faz parte do passeio e os turistas têm acesso à Oca, ao Centro de Estudos e Práticas Ambientais e ao Museu de História Natural para aprender sobre sustentabilidade.

A região Centro-Oeste conta com o Zoo de Brasília (DF), inaugurado em 1957 -antes mesmo da fundação de Brasília -e conta com 826 animais e 185 espécies de aves, répteis e mamíferos, alguns deles nativos do cerrado. A particularidade do local é manter 12 hectares destinados para a produção dos alimentos dos bichos. Além dos animais, o zoo tem Museu de Ciências Naturais, Borboletário, área para camping, playground e lagos artificiais que servem como lazer para visitantes e moradores da região.

O Parque Zoológico de Goiânia (GO) é composto por 522 animais. Por lá, bichos como hipopótamos, sucuris, macacos e pavões são a principal atração. Animais em extinção como a ave Cujubi e o macaco Cuxiú estão sob os cuidados do zoo e também podem ser contemplados por humanos. O local oferece espaço para a prática de piquenique e meditação. A escolha fica por conta dos visitantes.

A região Sudeste tem os maiores zoos do país. O Zoológico de São Paulo (SP) ocupa uma área de quase 900 mil m² de Mata Atlântica e abriga três mil animais. Cerca de 1,5 milhão de pessoas visitam o local anualmente. Animais de diferentes biomas podem ser vistos, com destaque para os bichos típicos da Mata Atlântica como bugios, bichos-preguiça, tatu e tucanos-de-bico-verde. Visitas noturnas para acompanhar as noites dos tigres de bengala e leões são atrativos oferecidos pelo local.

A Fundação Zoobotânica de Belo Horizonte (MG) abriga uma diversidade de fauna e flora com três mil animais dos cinco continentes e vegetação de diferentes ecossistemas. Por lá, é possível apreciar a floração e frutificação de ipês, quaresmeiras, flamboyants, espatódeas, guapuruvus. No zoo também está o Parque Ecológico da Pampulha, com 30 hectares de áreas verdes, onde os visitantes podem andar de bicicleta, praticar slackline e soltar pipa.

No Rio, um dos mais antigos zoos do Brasil, o Rio Zoo, foi criado em 1945 e é um lugar de referência mundial no tratamento dos animais e na formação de visitantes conscientes. Com 1.300 animais, o local conta com atrativos como a Experiência Animal, que inclui tour com falcões, visita guiada, entrada na playzone e alimentação de bichos. Atualmente, o local ganhou uma nova gestão e passará por reforma. Até 2018, o zoo será um bioparque com atrativos novos, como caminhadas entre as aves, aquário de elefantes e um passeio de barco em meio a girafas, gnus e avestruzes.

Na região Sul o destaque é o Zoo Pomerode, aberto todos os dias, o primeiro zoológico da região foi fundando em 1932. Por lá, vivem aproximadamente 1.150 animais pertencentes a 270 espécies, algumas delas em extinção. O zoo desenvolve trabalhos de reprodução de animais como a jacutinga, o papagaio-charão, ararajuba, papagaio-do-peito-roxo e o gato-maracajá. O visitante também tem acesso ao cinema 7D, pode tirar fotos personalizadas e comprar lembrancinhas nas lojas de souvenirs.

No Rio Grande do Sul se encontra o GramadoZoo. No lugar de grades e jaulas, vidros blindados e viveiros de imersão reproduzem o habitat das espécies. Os 800 animais do zoo pertencem à fauna brasileira e a vida noturna de alguns deles pode ser observada pelos visitantes. Nas férias, atrações como falcoaria (contato e conhecimento sobre aves de rapina), oficinas e encontro com a onça mascote trazem diversão para quem visita o zoo.

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