Tearapia Origami arte de dobrar papel

A origem da palavra é japonesa: Ori, deriva do desenho de uma mão e significa dobrar; kami, deriva do desenho de seda e significa papel e espírito de Deus. De origem oriental, a arte de fazer dobraduras virou mania nos quatro cantos do planeta. Em Manaus, o grupo “Amigos do Origami Manaus” faz reuniões mensais para testar habilidades e reinventar figuras.
De acordo com um dos membros, Manoel Frizatto, o grupo começou a se reunir em 2010 e utilizava uma sala na Escola Estadual Mayara Redman Abdel Aziz. “Mal tinha aprendido a dobrar meu primeiro Tsuru quando descobri que já existia um grupo de dobradores já formado há um ano. Sem perda de tempo, me juntei a eles, que já estavam envolvidos num evento: uma Exposição de Origami”, lembra o administrador de empresas.
Frizatto destaca que o Consulado Geral do Japão na capital amazonense é um dos grandes incentivadores do projeto. “Normalmente, a entidade nos presenteia com papéis de todas as cores a serem transformados em kusudamas, caixas, mandalas, animais e o que puder ganhar forma e volume”, brinca ele.
Para a universitária Jussara Gonçalves, o origami se tornou sua terapia favorita. Em tempos de provas finais, os papéis coloridos assumem o lugar de descanso para a mente.
“Eu coleciono livros com todos os nivéis de dificuldades. Abro aleatoriamente numa página e me desafio. Não guardo nenhum, prefiro mentalizar as pessoas que fazem parte na minha vida e as presenteio”, confessa.

Como surgiu o origami

Segundo estudiosos, a origem do Origami é tão antiga quanto à origem do papel. O papel surgiu na China, em 105 a.C. para substituir a seda que era usada para escrever. T’Sai Lun (administrador do palácio do imperador chinês) foi o responsável por essa descoberta: ele misturou panos, redes de pesca e cascas de árvores. No império chinês, essa técnica virou segredo e foi guardada por muito tempo. Somente no século 6 ela chegou ao Japão, por intermédio dos monges budistas chineses, mas só a nobreza tinha acesso, pois era considerado um artigo de luxo, usado em moldes de quimonos e em festas religiosas.
O origami foi introduzido nessas festas: nos casamentos eram feitos copos de vinho tinto, dobrados em papel, com borboletas, representando a união dos noivos; os diplomas eram dobrados de maneira especial, e se abertos não podiam voltar a ser fechados sem que fossem feitas novas dobras; os samurais se presenteavam com o “Noshi”, que são pedaços de papel dobrados em forma de leque, amarrados com tiras de carne seca.
Entre 1338 e 1576 o papel se tornou mais acessível e os adornos usados distinguiam as classes sociais. As figuras criadas eram passadas, oralmente, de mãe para filha e somente as dobraduras mais simples eram trabalhadas.
Os primeiros livros de Origami surgiram no período de 1603 a 1867, mas o primeiro com instruções foi “Como Dobrar Mil Tsurus” – Senbazuru Orikata, em 1797. A partir daí o origami tornou-se uma forma de arte muito popular. Akira Yoshizawa é o pai da Origami Moderno, ele inventou os símbolos usados nas atuais instruções passo a passo, para ele o Origami é uma filosofia de vida.
Na Espanha a arte de dobrar papel chegou com os Mouros, do Norte da África, no século 8, mas só eram criadas figuras geométricas porque a religião proibia a criação de formas animais. Da Espanha, entrou na Europa com as rotas comerciais marítimas e tempos depois chegou aos Estados Unidos.
No Japão o sapo representa o amor e a fertilidade; a tartaruga, a longevidade e o tsuru (ave-símbolo do Origami), também conhecido como grou ou cegonha, significa boa sorte, felicidade e saúde. Reza a lenda que quem fizer mil tsurus, desejando algo, terá sucesso.

Livros para aprender

“Toda vez que alguém me pede sugestões de livros de origami, eu fico na dúvida de qual indicar, pois o melhor livro vai depender em qual nível de exigência e de dobras a pessoa está”, indica a psicóloga Victoria Maciel. Sem contar com os diferentes estilos de origami que o novo artesão vai gostar mais de fazer.
Pensando nisso tudo, o Estilo de Vida selecionou cinco livros cujo conteúdo pode ajudar os leitores a se tornarem excelentes ‘origamistas’. Infelizmente, os livros são importados e não estão disponíveis na língua portuguesa, mas, por serem explicativos, é possível acompanhar baseando-se apenas nas figuras:

Teach Yourself Origami
Esse livro é indicado para quem quer começar ou mesmo ainda está nos primeiros passos. Ele ensina todas as dobras que você precisa saber e mostra modelos cada vez mais difíceis conforme sua evolução.

Unit Origami
Para os apaixonados por origami modular, esse livro é um dos melhores. É o livro específico para quem quer explorar esse tipo de dobradura, já que ele conta com mais de quinze tipos diferentes de módulos.

Origami Tessellations
É o único livro disponível para quem quer aprender a dobrar mosaicos em papel. É possível aprender diversos tipos de grades e até criar suas próprias figuras.

Origami Design Secrets
Esse livro é ambicioso. Nele é proposto um método para se criar figuras em papel. Como o autor é cientista, ele sistematizou algumas técnicas do origami complexo. O conteúdo é para aqueles que realmente querem se aprofundar no estudo do origami.

Origami Art
Este é um dos poucos livros em que o origami é tratado como uma forma de arte. Por isso, foge da tradicional coleção de diagramas e ensina desde como fazer seu próprio papel.

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