17 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Superavit do governo atinge R$ 4 bilhões

O resultado é bem maior do que o registrado em julho, mas ainda está longe da meta anual

O governo central -composto por Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência Social- registrou superavit primário (economia para o pagamento dos juros da dívida pública) de R$ 4 bilhões em agosto, bem superior ao resultado de julho, quando o saldo positivo primário havia sido de R$ 842,5 milhões (dado revisado).
Contudo, apesar do bom resultado, o governo não conseguiu atingir a meta intermediária de superavit para o ano até o segundo quadrimestre (de R$ 30 bilhões). No ano, o superavit acumulado atingiu R$ 29,7 bilhões. No mesmo período do ano passado, o saldo positivo foi de R$ 23,4 bilhões.
Em agosto, o Tesouro Nacional contribuiu para o resultado final com superavit de R$ 9,501 bilhões. Já a Previdência Social foi deficitária em R$ 5,415 bilhões. O Banco Central participou do resultado de julho com deficit de R$ 85,5 milhões.
Em relação a julho deste ano, houve uma redução nos gastos com pessoal e encargos de R$ 2,883 bilhões. Segundo o Tesouro, isso se deve ao adiantamento de parcela do 13º salário aos servidores do Poder Executivo em julho. Também houve redução de R$ 5,852 bilhões nos gastos com custeio.
Já os gastos com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) tiveram uma queda de R$ 332,8 milhões em agosto ante o mês anterior.
Se não fossem as receitas com o pagamento feito por empresas estatais de dividendos, as contas do governo central teriam apresentado resultado negativo no mês de agosto. Os dados do Tesouro Nacional divulgados ontem mostram que o pagamento de dividendos no mês somou R$ 6,795 bilhões.
No ano, os pagamentos de dividendos já somam R$ 16,763 bilhões.
O governo está fazendo com que as empresas estatais, incluindo os bancos públicos, antecipem o pagamento de dividendos para reforçar o superávit primário.
O aumento das despesas do governo central de janeiro a agosto deste ano já é maior do que no mesmo período do ano passado, quando o governo adotou uma política fiscal anticíclica para estimular o crescimento da economia, em meio à crise mundial. Essa política teve como base o aumento das despesas do setor público e a adoção de desoneração tributária.
Mesmo com o fim da crise, as despesas do governo central ao longo de 2010 apresentaram crescimento de 17,2% sobre o mesmo período de 2009. No ano passado, as despesas acumuladas de janeiro a agosto cresciam a um ritmo de 16,2%.
No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, as despesas com pessoal apresentam uma expansão de 9,1%.

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