23 de maio de 2022

Suframa retoma implantação da cadeia produtiva do couro de peixe

Para tornar o Centro de Tecnologia realidade, os setores envolvidos devem finalizar a formatação do projeto e realizar um diagnóstico para a implantação e funcionamento do Centro

Representantes dos governos federal e estadual, além de empresários, retomaram a discussão sobre a implantação do primeiro Centro de Desenvolvimento de Tecnologia de Couro de Peixe, projeto aprovado pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) em outubro de 2007 e que deve entrar em funcionamento até o mês de novembro deste ano.
A discussão reuniu, na sede da Suframa, representantes do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), da Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas), da FDB (Fundação Djalma Batista), do Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas), do Banco do Brasil, do Basa (Banco da Amazônia), do Sebrae/AM, da SDS (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável) e da Sepror (Secretaria de Produção Rural do Governo do Amazonas).
Para tornar o Centro de Tecnologia realidade, os setores envolvidos devem finalizar a formatação do projeto e realizar um diagnóstico para a implantação e funcionamento do Centro.
Além disso, vão realizar um workshop envolvendo todos os interessados no assunto a fim de trocar idéias e experiências para a formalização da cadeia produtiva.
Além disso, devem acelerar os procedimentos de instalação do Centro com a definição de um local e liberação da licença ambiental para início das obras, estruturação da cadeia produtiva do couro de peixe, aproveitamento dos resíduos como forma de diminuir o impacto ambiental, maximizando a estrutura criada e a implantação de indústrias especializadas para melhorar a qualidade dos produtos finais utilizando o couro.
Para isso, ainda em janeiro, representantes do Inpa e da Sepror se reunirão com a prefeitura para definir a viabilidade da localização do terreno que deve receber a estrutura do centro para, em seguida, apresentar o pedido de licença ambiental – já prevendo a necessidade da construção de uma estação de tratamento de efluentes.
A idéia é que as ações sejam intensificadas para que o centro já esteja em funcionamento até a data prevista para a conclusão do projeto, em novembro de 2009, prazo estipulado pela Suframa que liberou cerca de R$ 1,2 milhão para o projeto.
Para o superintendente adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Regional da Suframa, Elilde Menezes, a reunião foi positiva, pois os órgãos estão interessados em construir uma política para esse segmento.
“Apesar de o projeto ter sido aprovado em 2007, alguns entraves impediram o início das atividades, a partir dessa reunião esperamos eliminar os problemas e iniciar de fato as atividades de implantação e funcionamento do centro.
A Sepror está dando um apoio imenso na resolução do problema da localização.

Diversificação garante viabilidade do projeto

Todos os presentes foram favoráveis à implantação do projeto, ficando clara a importância do Centro para a geração de emprego e renda na região. Os representantes do Basa e do Banco do Brasil, Gilberto Sandes e Higino Neto, informaram que, atualmente, o Estado do Amazonas já possui verbas tanto para investimentos em projetos de criação de peixes quanto para atividades de beneficiamento, como o curtimento da pele de peixe. Já o Sebrae e a Suframa, representados por Maurício Sefair e Eliany Gomes, respectivamente, destacaram o interesse de empresas nacionais e estrangeiras pelo couro de peixe da região amazônica.
Geraldo Benedito, da Sepror, apresentou dados sobre a potencialidade do setor, explicando que, enquanto alguns Estados utilizam apenas a tilápia para produção de couro de peixe, o Amazonas teria a tecnologia necessária e mais de 30 espécies aptas para produzir couro, entre elas, o tambaqui, pirarucu, matrinxã, surubim etc., considerando ainda, a possibilidade de o centro realizar o curtimento da pele de jacaré.
Segundo o técnico do Inpa, José Jorge Rebello, que trabalha com o couro do peixe há mais de 10 anos, a quantidade de pele descartada nos rios da região, atualmente, chega a 10 tonelada/mês, índice preocupante e inaceitável, sem falar no quanto o Estado perde exportando peixe inteiro e congelado para outros países.
De acordo com as discussões, um dos maiores entraves para a retirada do projeto do papel é a indefinição de um local adequado para a instalação do centro. Porém, outros problemas também preocupam os setores envolvidos, como a questão do levantamento dos impactos ambientais e a exigência de implantação de uma estação de tratamento de resíduos e efluentes para não prejudicar o meio ambiente.
De acordo com o pesquisador do Inpa, Rogério de Jesus, um dos responsáveis pela implantação do projeto, o local inicial de instalação do Centro seria o campus do Inpa, na Avenida Efigênio Sales, porém, o local foi considerado inadequado para receber os galpões. Recentemente, o projeto recebeu a doação de um terreno nas proximidades do Parque de Exposições Angelino Beviláqua, na Avenida Torquato Tapajós, onde é realizada a Expoagro, mas também aguarda liberação da licença ambiental do Ipaam.  
Além da questão da localização, a reunião tratou das questões da formalização da cadeia produtiva envolvendo o couro de peixe, a questão de investimento para o setor, a produção de matéria-prima, o funcionamento do local como um centro tecnológico e de pesquisa, e a formação de mão de obra especializada.

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