Setor de elevadores segue ritmo da construção

Com um crescimento expressivo em 2007, considerado o melhor dos últimos dez anos para a construção civil pelos executivos do setor, o segmento de elevadores projeta uma alta nos negócios superior a 15% em 2008 sobre o exercício passado, quando a expansão superou em mais de 10% o desempenho de 2006.

A abertura de capital das incorporadoras na bolsa de valores e os incentivos do executivo federal, como isenção de impostos de alguns materiais, foram fatores apontados para a alta não apenas do setor da construção civil, mas de toda sua cadeia de insumos e subsetores, como os elevadores. No entanto, o crédito imobiliário foi apontado mesmo como o maior destaque pelos executivos.

“Com parcelas de até 30 anos e taxas de até 8%, o consumidor hoje sabe o valor de sua última mensalidade, previamente fixada. Isso tem ampliado a demanda por crédito, os bancos estão concorrendo cada vez mais nessa área e os juros estão caindo”, afirmou o diretor de marketing para a América Latina da Otis Elevadores, Júlio Bellinassi.

O grande desafio para esse ano, segundo ele, é expandir o acesso ao crédito à classe social mais baixa, considerado o grande desafio para 2008. No Sudeste, por exemplo, esse está sendo o foco para o qual se voltam grandes incorporadoras que estão se especializando nesse segmento. “Com um déficit habitacional de 8 milhões de moradias em todo o país, essa é uma forma do mercado crescer ainda mais daqui pra frente”, disse.

Acima da média

Em Manaus, as empresas de elevadores cresceram no ano passado acima da média nacional. No caso da Otis, Bellinassi afirmou que a cidade é uma das praças que mais crescem no Brasil há dois anos. “O que puxa o mercado local é a pujança do pólo industrial. Quando esse cresce, todo o resto da economia vai de carona”, comentou. A expectativa para esse ano é que a expansão dos negócios chegue a 20%, acompanhando igual alta do setor da construção civil.

A Otis é a empresa mais antiga de elevadores instaladas no país. É dela o primeiro elevador implantado há 102 anos no Palácio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro. Até hoje o equipamento é mantido pela própria companhia norte-americana.

Outra importante empresa do segmento a apostar em uma alta significativa no mercado local é a ThyssenKrupp Elevadores, para quem Manaus é, também, um importante pólo de desenvolvimento e onde a expansão tem sido significativa nos últimos anos em virtude dos desempenhos do parque industrial da cidade. A Thyssen atua aqui há 20 anos e já instalou 620 elevadores.

No ano passado, os negócios da companhia cresceram acima de 10% sobre 2006 e a projeção para 2008 é chegar à meta de 15% de expansão sobre o exercício passado. “O crescimento contínuo da Zona Franca e o turismo fazem de Manaus um pólo de crescimento diferenciado. Estamos presentes nas principais indústrias, hotéis e prédios comerciais da região, justamente segmentos que exigem uma performance diferenciada de serviços”, afirmou Paulo Henrique Estefan, vice-presidente comercial da empresa.

Mercado mostra tendências

Os executivos do setor apostam no aumento da demanda pelos elevadores sem casa de máquinas. “Acreditamos que o mercado buscará cada vez mais equipamentos com foco na sustentabilidade e na busca de maior segurança para os seus usuários”, comentou Paulo HenriquEstefan.

Nessa linha, a ThyssenKrupp lançou mundialmente o Synergy que, conforme disse o executivo, por não ter casa de máquinas, traz benefícios como economia de espaço e tempo na construção.

O modelo comercializado no mercado brasileiro atende projetos de obras novas ou de modernização que necessitem de elevadores com capacidade para até oito pessoas. No mundo, o Synergy encontra-se em operação na Alemanha, China, Coréia do Sul, Espanha, Estados Unidos e França.

Economia de energia

Segundo o Júlio Bellinassi, da Otis, os elevadores sem casa de máquina são mesmo as grandes vedetes do mercado. O modelo da companhia é o Gen2 Confort, mais durável e economiza até

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