Setor calçadista é impulsionado por micro e pequenas empresas de São Paulo

Depois de amargarem anos de crise, as micro e pequenas empresas de Franca e Birigüi (SP), que representam 90% das indústrias do setor, comemoram a recuperação do mercado calçadista. Com um crescimento de quase 10% na produção de cada um dos pólos, os empresários buscaram capacitação para diversificar e melhorar a qualidade dos produtos e tornaram-se mais competitivos. Neste ano, 18 deles vão expor suas coleções no estande coletivo do Sebrae em São Paulo, na 35ª Couromoda 2008.

O pólo calçadista de Franca – um dos mais importantes centros de moda em calçado masculino – estará representado no estande do Sebrae/SP por 12 pequenas e micro empresas da região. Com um crescimento de 7,84% na produção total de pares de sapatos em 2007 e um aumento de 13,50% nas vendas do mercado interno, as micro e pequenas empresas, responsáveis por 90% das indústrias de calçado de Franca, aguardam o desenrolar de 2008 com muito otimismo.

Os empresários estão animados para expor o resultado das estratégias adotadas para enfrentar a crise da exportação. A melhoria da qualidade do produto e a diversificação dos negócios com a produção de calçados femininos e esportivos foi o caminho escolhido.

“Desde 2005, o Sebrae/SP vem oferecendo cursos, oficinas e consultorias voltados para a capacitação do empreendedor, com foco na melhoria da qualidade do produto. Apresentamos novos processos de produção, gestão e design diferenciado para agregar valor ao produto.

Desta forma, o pólo foi aperfeiçoando e driblando as dificuldades”, explica Iroa Nogueira Lima Carvalho, gerente do Sebrae/SP em Franca.

Diversificar a linha de atuação foi a saída que a Caravagio Calçados encontrou para superar a crise do setor. Desde 2005, a fabricante da marca Albarus, agregou a linha de calçados femininos à sua produção exclusivamente masculina. A estratégia refletiu diretamente nas vendas com um crescimento de 30% em 2006, mantendo o faturamento em 2007.

“Sabemos que só com um sapato de maior valor agregado seria difícil nos mantermos neste mercado de muita concorrência e pouco volume de vendas, mas tivemos que enfrentar esta realidade. A ampliação da linha com os calçados femininos foi fundamental para alavancar a produção. Neste contexto, toda orientação ao pequeno empresário faz diferença na hora de mudar”, comenta Elder Luis de Carvalho, diretor comercial.

De Birigüi, pólo de calçados infantis, seis empresas que participam de projetos do Sebrae/SP também garantiram vaga no estande coletivo na feira. O setor, que acumulou um crescimento de 9% na produção de calçado infantil, começa a sentir os reflexos da recuperação econômica do mercado com olho na exportação. Para o diretor comercial da Anita Calçados, a participação na feira é fundamental para a aproximação da empresa com o mercado externo.

“Esta é a quarta vez que participamos da Couromoda com o apoio do Sebrae/SP e podemos dizer que isso mudou a história da empresa. Ganhamos mais visibilidade para nossos produtos, fechamos negócios que garantiram dois meses de produção e impulsionaram nosso crescimento de 30%, em 2007, além de abrir as portas para as exportações, que já representam 10% do nosso faturamento”, comemora Idailton Carmelim.

Em 2007, o Sebrae/SP atendeu 30 micro e pequenas empresas em Birigüi e 445 em Franca, com oficinas de capacitação, consultorias nas áreas de finanças e administração, gestão da produção, marketing e vendas.

Este apoio resultou em geração de novos postos de trabalho, além de redução de custo e maior rentabilidade das empresas.

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