14 de agosto de 2022
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Setor acumula crescimento de 9,5% até setembro

As vendas do varejo especializado cresceram ainda mais na temporada. Lojas de artigos como eletroeletrônicos, de veículos, de materiais de construção, entre outros

O comércio vive um grande momento no país, segundo o Indicador Serasa de Atividade do Comércio que será divulgado na segunda-feira.

Entre janeiro e setembro deste ano, o setor acumulou um crescimento de 9,5%, na comparação com o mesmo período de 2006.

As vendas do varejo especializado cresceram ainda mais na temporada. Lojas de artigos como eletroeletrônicos, de veículos, de materiais de construção, entre outros, venderam 12,2% a mais em 2007, até setembro, em relação a 2006. A comparação com o mês de setembro do ano passado também é positiva. O varejo cresceu 7,7% e o especializado, 9,7%. O volume de vendas dos hipermercados, supermercados e do varejo de alimentos e bebidas aumentou 5,9%

Em comparação ao mês anterior, no entanto, setembro foi um mês mais fraco, mas esse recuo já era previsto. As vendas do varejo diminuíram 3,1%. No varejo especializado, a queda foi ainda maior, de 5,7%. Segundo Carlos Henrique de Almeida, assessor econômico da Serasa, a retração é explicada pelo “efeito calendário”.

Credito impulsiona vendas

Agosto tem mais dias que setembro e tem ainda uma data importante, o “Dia dos Pais”. Os bons resultados, segundo ele, estão sendo alavancados pelo crédito. “O crédito continua impulsionando as vendas, mas daqui para a frente devemos ter uma variação menor, já que a base do final de 2006 é muito elevada”, diz. “Haverá crescimento, mas reduzido”.

Para o fim do ano, a expectativa é positiva. Segundo o assessor, o setor deve crescer entre 8% e 9%, um “índice positivo, já que deve ficar acima do PIB”. As justificativas são o aumento do emprego formal, da massa salarial, o alongamento do prazo de financiamento e a queda da inadimplência. “Agora temos que ver o que vai acontecer com o alongamento dos prazos. No curto prazo, o consumidor consegue pagar. A dúvida é se eles vão ou não parar de consumir”.

Desemprego causa inadimplência

Pesquisa da ACSP (As-sociação Comercial de São Paulo), em setembro deste ano, revela que 59% dos consumidores que procuram o SCPC (Serviço Central de Proteção ao Cré-dito) estão no cadastro de inadimplentes por causa do desemprego pessoal ou de alguém da família.

Há dez anos, a mesma pesquisa apontava o desemprego como a principal causa da inadimplência, mas com um percentual menor: 39% das respostas. Em setembro de 2002 essa também foi a resposta de 50% dos entrevistados.

O descontrole dos gastos foi o motivo apontado por 9%, há dez anos eram 22%. A “queda na renda” caiu de 16% para 6%; e o item “outros motivos” caiu de 20% para 9%.
Em 1997, as mulheres res-pondiam por 28% das dívidas, contra 72% de homens. Em 2002 elas subiram para 43% e eles caíram para 57%; e na pesquisa deste ano, elas continuam praticamente estáveis, sendo responsáveis por 42% dos débitos, contra 58% dos homens.

Para o presidente da ACSP, Alencar Burti, o aumento da inadimplência entre as mulheres ocorre por causa da maior participação no mercado de trabalho. “Apesar deste crescimento, muitos lojistas garantem que, no geral, as mulheres são mais responsáveis para honrar compromissos financeiros”, comenta.

Com relação à idade dos inadimplentes: em setembro de 1997, 42% dos devedores tinham entre 21 e 30 anos; este ano eles caíram para 24%. Já quem possuía de 41 a 50 anos respondia, há dez anos, por 17% das dívidas, contra 26% este ano. Já quem, em 1997, tinha entre 51 e 60 anos, respondia por 4% das dívidas, percentual que em setembro deste ano subiu para 11%.

Nesta pesquisa, no entanto, 30% dos inadimplentes entrevistados têm entre 31 e 40 anos.

Setembro 2007

Há 10 anos, a principal diferença era a inexistência do crédito consignado. Dos 17% de inadimplentes que fizeram esse empréstimo, 63% informaram que utilizaram o dinheiro para pagar dívidas e 13% para reformar um imóvel. Apesar do crédito consignado ajudar na redução da inadimplência em outras áreas, 47% destes entrevistados afirmaram que o pagamento das parcelas do empréstim

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