17 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Sebrae cadastra pequenas empresas

Projeto de qualificação de PMEs para Olimpíadas 2016 já cadastrou dois mil empresários

Uma parceria entre o Sebrae (Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa) e o COI (Comitê Olímpico Internacional) para qualificar os pequenos negócios que pretendem atuar nas Olimpíadas e Paralimpíadas no Rio de Janeiro em 2016 já cadastrou cerca de dois mil empresários.
É a primeira vez na história dos jogos olímpicos que o COI, oficialmente, estabelece esse tipo de acordo para beneficiar apenas as micros e pequenas empresas do país-sede.
Entre as demandas já apresentadas pelo Comitê estão a compra de mais de um milhão de itens, que incluem 24 mil bolas de tênis, 40 mil camas e 12 mil computadores, além dos serviços de especialistas em logística e fornecedores de grandes equipamentos.
Nesse universo, o Sebrae identificou, dentro de seu Programa de Desenvolvimento de Fornecedores, cerca de 90 itens que podem ser atendidos por pequenas empresas.
“A empresa precisa estar preparada para entregar os produtos e serviços no prazo e com a qualidade contratada, além de obter todas as certificações necessárias. Com isso o empreendimento ganha experiência e competitividade e passa a integrar a cadeia produtiva de grandes empresas”, afirma o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.
Barcos de apoio, brindes, cabeamento elétrico, uniformes, construção civil, design de interiores e decoração, equipamentos de segurança, gráficas, lavanderia, móveis, produção audiovisual e software estão entre os segmentos que devem ser beneficiados com o evento.
As Olimpíadas e Paralimpíadas no Rio de Janeiro em 2016 devem movimentar, segundo o Comitê Organizador, cerca de R$ 7 bilhões com a contratação de produtos e serviços voltados para a realização dos jogos. Desse total, o Sebrae estima que aproximadamente R$ 700 milhões envolverão a participação direta de micros e pequenas empresas.
Como fornecer
O Portal de Suprimentos Rio-2016 oferece uma plataforma de pré-cadastro e cadastro para empreendedores que estejam interessados em fornecer produtos e serviços para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016. Por meio do pré-cadastro, o comitê organizador irá analisar a empresa e, a partir daí, poderá solicitar informações complementares.
Nesse estágio, serão mapeados itens como a capacidade instalada e práticas sustentáveis de produção, visando uma possível participação em futuras concorrências e solicitações de cotação. As empresas pré-cadastradas também poderão participar do Programa de Desenvolvimento de Fornecedores, que tem como objetivo qualificar potenciais parceiros para o Rio-2016.
Após essas etapas, a empresa estará pronta para migrar para o cadastro propriamente dito e se tornará apta a participar dos processos de compra dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016. Essa migração vai acontecer à medida que surgirem demandas de aquisições por parte do comitê organizador.

Empresários que faturaram na Copa querem lucrar também com Olimpíadas
As ações desenvolvidas pelo Sebrae para os jogos olímpicos acontecem no Rio de Janeiro, no interior fluminense e também em outras cidades brasileiras.
É o caso do empresário Renato Soares de Paula, que quer fornecer crachás e credenciais para as delegações e equipes que estarão nas Olimpíadas. Ele tem uma pequena fábrica de cartões magnéticos em São Paulo há 17 anos e, há três anos, criou e colocou em prática um programa para o pós-consumo dos cartões de PVC.
O empreendedor montou uma fábrica de reciclagem de cartões, que funciona no município de Elias Fausto (a 130 km de São Paulo), e desenvolveu uma linha de produtos feitos com o plástico reciclado que inclui cadernos, agendas, relógios, porta-lápis, caixas, chaveiros, além de crachás e credenciais.
Para a Copa do Mundo, ele criou uma série de porta-copos com o desenho das arenas, que foram vendidos numa loja do Rio de Janeiro. A experiência deu ao empresário a oportunidade de conhecer um novo mercado, que ele pretende aproveitar também nas Olimpíadas.
“Quero criar produtos inspirados nos esportes dos Jogos Olímpicos. Com a Copa, tive meu primeiro contato com o varejo. Sempre fiz brindes e vendi diretamente para o mercado corporativo, não sabia como seria a aceitação do meu produto junto ao público final. Enxergo uma possibilidade infinita de negócios que vai me manter no futuro”, afirma.
Outra empresária que pretende aproveitar a oportunidade é Solange Mello, dona de um escritório de design no Rio de Janeiro que desenvolveu um revestimento em polipropileno (plástico de alta resistência mecânica) para ornamentar ambientes. Com a orientação do Sebrae, ela fez um produto que fosse de fácil transporte para o turista: um jogo de porta-copos que ilustra ícones cariocas, que também foi vendido durante a Copa.
Agora, ela espera fazer negócios durante as Olimpíadas. “A Copa foi uma ótima experiência para diversificarmos nossa produção. Além do mercado de decoração, passamos a conhecer melhor o mercado de suvenires, mais uma oportunidade de negócios para a empresa”, afirma. Ela já começou a desenvolver uma linha de jogos americanos para bares e restaurantes utilizarem durante as Olimpíadas.

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