SBPC defende uso de recursos do pré-sal em tecnologia e educação

O presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), Marco Antonio Raupp, afirmou, em audiência pública realizada na terça-feira, 6, na Câmara dos Deputados, que os recursos com a exploração pré-sal devem garantir investimentos simultâneos em inovações tecnológicas, sustentabilidade e educação.
Raupp foi ouvido em audiência pública da comissão especial criada para analisar os projetos de lei do Fundo Social do pré-sal (5417/09 e 5940/09).
A comunidade científica, segundo Raupp, considera a educação o instrumento mais importante de inclusão social e uma pré-condição para qualquer política de desenvolvimento do país. O presidente da SPBC disse que os investimentos em inovações tecnológicas também são fundamentais para garantir a competitividade do país no cenário econômico internacional.
Ele lembrou o caso de países como Coreia do Sul, Cingapura, Finlândia, China e Índia, que conseguiram assegurar altas taxas de desenvolvimento com investimento vigoroso na área de tecnologia.
Os recursos obtidos com a exploração do pré-sal, em sua avaliação, devem ser investidos em áreas que garantam a soberania econômica do país e a qualidade de vida da população.
O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia), Ronaldo Mota, também afirmou que o grande diferencial para reduzir os efeitos futuros da crise será o investimento em inovação tecnológica, que poderão ser financiados com os recursos do pré-sal.
Mota afirmou que o MCT tem recebido, a cada ano, mais recursos financeiros, mas as demandas têm sido maiores. Ele considerta que os contingenciamentos de recursos feitos em razão da crise econômica em 2009 não devem se repetir em 2010.
O secretário afirmou que o sistema brasileiro de C&T tem cumprido seu papel de estimular o desenvolvimento, mas poderia realizá-lo melhor se fosse adequadamente ­financiado. Para o executivo, o país produz conhecimento e inovações tecnológicas que não têm sido suficientemente explorados pelas empresas. Mota defende as parcerias público-privadas como forma de aproveitamento das inovações científicas e tecnológicas pelas empresas.

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