15 de abril de 2021

A pandemia de covid-19 trouxe à tona o problema da saúde mental no Brasil. Quase 6% da população brasileira sofre de depressão e os casos de ansiedade são ainda mais numerosos: 9,3% dos habitantes do país possuem esse transtorno, segundo dados do último relatório divulgado em 2017 pela OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre o tema.

Se antes esses distúrbios já afetavam a produtividade de profissionais em todo o país, com o coronavírus, a nova forma de viver tornou o problema ainda mais acentuado. “O ser humano não está pronto para perder o controle e a pandemia tirou nossa capacidade de administrar tudo: trabalho, vida social, família, até mesmo a liberdade de ir e vir”, aponta Rui Brandão, médico e CEO do Zenklub, empresa que oferece uma plataforma de saúde emocional que conecta pessoas a profissionais de saúde emocional que, desde 2019, oferece planos corporativos voltados para a saúde emocional.

Apesar de relativamente nova, a proposta de oferecer planos de saúde mental à empresas nunca foi tão necessária. Comparando o terceiro trimestre de 2020 com o primeiro, o número de clientes do Zenklub Empresas quintuplicou e o número de consultas –realizadas por vídeo, áudio ou chat –teve um crescimento de 400%.

Mas é importante ressaltar que o tema não deve ser priorizado apenas para a pandemia. “Saúde emocional não é só uma consulta quando se está em crise, mas uma jornada de vida que cada um deve trilhar para viver com mais propósito”, afirma Brandão.

Para as empresas é ainda mais difícil ajudar os colaboradores quando eles estão a quilômetros de distância, trabalhando em home office. A ajuda de uma empresa especializada pode fazer toda a diferença. E, acredite, custa menos investir em saúde mental do que ignorar o problema.

Pesquisa realizada pelo Zenklub mostrou que a cada real investido na saúde mental de funcionários, há um retorno de R$ 3,68. Mas se o empregado for da alta gestão, esse valor chega a R$ 8, considerando não apenas o salário mas o impacto que esse profissional tem na corporação.

“Com colaboradores emocionalmente saudáveis, a empresa reduz tanto o absentismo (afastamento) como o presenteísmo (quando o profissional está de corpo presente, mas não tem produtividade), chamados de custos diretos, mas também ganha com aspectos mais intangíveis como marca empregadora forte, diminuição de risco jurídico e aumento da conexão emocional da empresa com seus colaboradores”, explica o CEO do Zenklub. “Vivendo melhor, mais alinhado a seus propósitos, os empregados são mais engajados e se tornam mais produtivos”.

Saúde mental acessível

O serviço, garante Brandão, é acessível a qualquer tamanho e tipo de empresa e pode ser implementado unidade por unidade. Em um negócio com 50 funcionários, por exemplo, é possível oferecer saúde emocional por R$ 1.200 (o pacote), incluindo sessões com profissionais com formação comprovada e treinados pela empresa. “O valor equivale a 10% do custo de um plano de saúde que a empresa pague”, aponta. “Se levarmos em conta que uma consulta com um psicólogo custa, em média, R$ 200, é bem em conta”.

O pacote corporativo vai depender do número de vidas protegidas –além do funcionário, há a possibilidade de incluir dependentes –com serviços incluídos. Há vários disponíveis, mas há quatro principais. O primeiro é de ações de sensibilização e transformação cultural para a formação do RH em como cuidar da saúde mental da sua população e como desenvolver habilidades comportamentais. A consultoria vai desde a comunicação dos serviços até o treinamento da liderança em como abordar o tema com a equipe.

O segundo serviço é um app de educação socioemocional em que cada colaborador pode consumir conteúdos sobre saúde emocional de seu interesse. “Há desde entrevista com Mário Sérgio Cortella sobre a importância das mudanças, meditações guiadas até trilhas de áudio para melhorar o sono”, exemplifica o executivo.

Terceiro, há o serviço de sessões online. Caso o funcionário queira falar com um especialista, há mais de 600 profissionais disponíveis, como psicólogos, psiquiatras, coaches, não só para questões de saúde mental como ansiedade, depressão ou fobias , mas também para aspectos de desenvolvimento comportamental como resiliência, capacidade de foco ou definir melhor expectativas. As sessões podem ser agendadas e a plataforma disponibiliza profissionais 24 horas por dia.

Um quarto serviço é relacionado a dados. Por ser uma empresa de tecnologia e dados, o Zenklub Empresas oferece ainda um “mapa emocional” para seus clientes. Com a análise dos dados de uso do app – totalmente anônima –, a empresa e a liderança podem adotar estratégias para o bem-estar dos times, como campanhas corporativas focadas nas necessidades comportamental e emocional dos empregados, não em datas comemorativas estanques. E a análise pode ser de toda a empresa, por unidade ou até mesmo por área, preservando a confidencialidade dos funcionários.

Para todo perfil

Atualmente, o Zenklub Empresas atende 1,5 milhão de funcionários de mais de 200 clientes em todo o Brasil. Entre eles estão grandes companhias, como Votorantim, Natura e Ambev, mas também startups como a Creditas, plataforma online de crédito com garantia, e a Revelo, de recrutamento & seleção.

“Saúde emocional deixou de ser um tabu. Há cinco anos, nossos clientes eram empresas digitais de tecnologia ou publicidade. Hoje, atendemos clientes de todos os segmentos e portes”, afirma Brandão. “É uma tendência sem volta. A alta gestão de empresas que querem ser cada vez mais competitivas está entendendo a necessidade de cuidar da saúde emocional e colhendo resultados efetivos deste cuidado”.

A Ambev, por exemplo, recentemente criou uma diretoria de Saúde Mental. E as experiências do Zenklub Empresas na companhia vêm funcionando. Em um projeto piloto em uma unidade com 1.000 funcionários, mais de 15% deles aderiram em uma semana e usaram o serviço.

A maior preocupação das empresas é justamente investir em um benefício e não saber se os funcionários vão usar ou gostar. “Nossa taxa de engajamento é de 20% por mês”, afirma o CEO.

Na Creditas, que enfrentava um crescimento exponencial e precisava replicar a cultura do bem-estar em maior escala, o Zenklub Empresas ajudou a reforçar os valores culturais. O resultado foi mais de 300 colaboradores engajados e, em uma recente pesquisa conduzida pelo Zenklub, 71% consideraram o benefício um dos top 3 de toda a empresa e 84% relataram impacto positivo na produtividade.

O sucesso dessas iniciativas pode ser creditado ao olhar integrado do Zenklub Empresas para a saúde emocional em cada um de seus clientes, oferecendo uma solução customizada à realidade da companhia. A empresa oferece não só atendimento profissional, mas várias frentes, tanto para o negócio –palestras, webinars e rodas de conversa que tratam temas, como bem-estar, liderança, produtividade –quanto para colaboradores, com biblioteca com áudios, vídeos, exercícios e testes sobre carreira e saúde emocional e dicas diárias para um autodesenvolvimento gradativo.

A empresa está constantemente buscando novos serviços e conteúdos. A novidade chega para atender a uma demanda da pandemia. “Estamos criando um produto para treinar a equipe de Recursos Humanos para lidar com os próximos passos do ‘novo normal’. São guias, políticas e formas de apoio aos funcionários de como lidar com a saúde emocional de seus times em momentos como a vacinação contra a covid-19 e reabertura de escritórios”, diz Brandão.

Lançamentos e informações atualizadas são importantes para atender às necessidades dos clientes e do mercado para, assim, seguir expandindo. O faturamento do Zenklub foi de R$ 4 milhões em 2019. Antes da pandemia, o grupo já crescia 15% ao mês. Este ano, só no segmento B2B cresceu oito vezes em comparação ao ano passado. A expectativa para 2021 é atender, pelo menos, 800 empresas.

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