Resolução da Camex protege e blinda a Itautinga, diz Rotta

O deputado Marcos Rotta (PMDB) vai solicitar à Procuradoria da ALE (Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas) que recorra da decisão da Camex (Câmara de Comércio Exterior), que vedou a importação de cimento da Venezuela e do México medida que, na sua opinião, prejudica sobremaneira o setor de construção civil do Estado do Amazonas.
Em pronunciamento anterior, Rotta questionou o monopólio da empresa Itautinga Agro Industrial S/A–Cimento Nassau, que produz e comercializa cimento sem nenhuma concorrência no Estado. “Fiz um discurso, afirmando que recebera informação que dava conta de que a empresa havia conseguido, na Justiça, uma liminar proibindo a importação de cimento. Na verdade, o que existe é uma resolução da Camex, proibindo a importação de cimento da Venezuela e do México atendendo a um documento da empresa Itautinga que alega, em sua solicitação, que a importação poderia ocasionar o dumping, ou seja, empresas importariam cimento daqueles países a preço abaixo do mercado do ofertado pela Itautinga.
Rotta sugeriu que a Assembléia Legislativa desse mais uma grande demonstração de proximidade aos anseios e dificuldades do povo amazonense, formando uma comissão para fazer uma visita oficial ao presidente do Equador, levando ao dirigente equatoriano a necessidade de se ter, no Amazonas, uma fábrica de cimento para concorrer com a Itautinga Agro Industrial S/A.
O deputado revelou ter solicitado de um dos mais renomados economista do país um estudo a respeito da decisão da Camex, proibindo a comercialização do cimento da Venezuela e do México no Amazonas e, dentre as observações feitas, explica que o preço das importações das empresas venezuelanas, mesmo com o direito anti-dumping em vigor, encontra-se sub-cotado ao preço da indústria doméstica.
Resumindo, foram mantidos os valores estabelecidos para a defesa da produção da Itautinga, ou seja, uma clara demonstração de que essa resolução da Camex visa proteger e blindar a empresa Itautinga. Como a produção está próxima do mercado consumidor, o custo de transporte não possui grande influência sobre o preço em Manaus, de modo que o valor deveria estar abaixo da média nacional, o que não ocorre na prática. Além do oligopólio do setor em dificultar a concorrência considerando a importância do cimento no setor da construção civil, assim como o aumento de preço acima dos níveis inflacionários é necessário repensar a resolução da Camex que vedou a importação do produto, observou.
Segundo Rotta, essa empresa é nociva aos interesses do Amazonas, dos poderes públicos e à democracia por fazer e praticar o monopólio na indústria de cimento no Amazonas.
Ele afirmou que a Votorantin Cimento vai investir R$ 110 milhões na construção de uma fábrica de cimento em Porto Velho (RO) e quer que seu produto circule nos Estados do Amazonas e Acre. A empresa deve entrar em operação já em 2009.
Afirmou, ainda, que o presidente do Equador Álvaro Uribe, quer implantar uma nova empresa nacional de cimento para abastecer o mercado brasileiro, especialmente a cidade de Manaus. Esta fábrica vai atender a demanda interna do Equador, mas também exportar ao Brasil através do eixo Manta-Manaus num ambicioso projeto de comunicação viária, fluvial e aérea entre as duas cidades, sendo a primeira na costa equatoriana e a segunda na Amazônia Brasileira. Em aparte o deputado Ricardo Nicolau (PR) disse que o procedimento da empresa Itautinga em praticar esses preços absurdos deve ser contido e apóia a ida da ALE ao Euqador.

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