Conviver no mundo atual, a cada momento fica mais complexo e difícil de administrar. Muito se estuda sobre os relacionamentos humanos e assim a complexidade aumenta e nem sempre a ciência consegue descobrir exatamente a verdadeira razão de atos e ações que fogem do padrão normal de convivência humana. Alguns momentos são analisados de modo unilateral dificultando assim todo o processo de analise e, muitas vezes, manipulando resultados. Isto é prejudicial tanto para as pessoas como para as organizações. Precisamos interagir bem, pois, melhoraremos a vida, conseguiremos descobrir melhor nosso eu, poderemos ter novas experiências e uma melhor vivencia existencial em todos os sentidos. A confiança deve ser trabalhada iniciando em si próprio, estendendo-se às pessoas e posteriormente às organizações criando relacionamentos com cooperação sem dependência buscando a utilização do nós (coletivo) e não do eu (individual).

Ser feliz, ter sucesso, saber administrar os momentos e conseguir envolver as pessoas para a busca de resultados positivos é característica de pessoas que sabem interagir na vida particular e profissional. O reflexo disso é ter facilidade de viver a vida bem melhor que aqueles despossuidores deste talento. Todavia, isto pode ser mérito de poucos.

Precisamos nos conscientizar que a convivência harmônica deve ser criada dia após dia de intenso estudo e trabalho com algumas “pitadas” de sensibilidade sob pena de outras pessoas fazerem isto e acabarem manipulando resultados convenientes para si. Para isto ocorrer o inicio é conhecer intensamente a si próprio, suas necessidades, seus limites, suas vontades para depois buscar relacionar-se satisfatoriamente com seus amigos pessoais e profissionais reconhecendo a característica individual de cada um.

Novas experiências auxiliam na busca do conhecimento e equilíbrio humano e profissional. Vivemos momentos historicamente ricos de exemplos negativos para a criação de relacionamentos. Vemos o individualismo em alta e o coletivo em baixa, podemos tentar dar o bom exemplo a partir do momento de uma consciência individual (reflexão) e posteriormente a consciência coletiva positiva, para isto precisamos mudar conceitos, destacar a ética em tudo que fizermos e buscar um equilíbrio entre o individual e o coletivo.

Não podemos imaginar que estamos aqui na terra para somente viver. Estamos aqui para sermos felizes e ajudarmos as pessoas e as organizações a crescerem, progredirem e conseqüentemente auxiliando os menos favorecidos para estes, também criarem a confiança em si próprio, nas pessoas e nas organizações, iniciando assim um novo ciclo de sucessos para todos os envolvidos.

Adquirir amizades é um bom inicio. Adquirir grandes amizades que possuem a preocupação com o coletivo é a necessidade urgente que temos. Precisamos criar relacionamentos duradouros e sinceros tanto na área pessoal como na profissional. Necessitamos acreditar nas pessoas que conhecemos e convivemos sob pena de não conseguirmos viver felizes. A dependência deve ser eliminada de nossa convivência sendo substituída pela cooperação mutua a fim de criarmos condições satisfatórias de vida com a busca incessante do sucesso coletivo.

Certamente, muito precisa ser feito para melhorarmos os relacionamentos interpessoais, pois vivemos em uma cultura em que o individual e “endeusado” e o coletivo é tratado como segundo plano, mas podemos iniciar uma grande revolução intelectual buscando reflexão em tudo que iremos fazer, pois, se interagirmos bem, melhoraremos nossa vida, descobriremos o nosso eu, teremos novas experiências, aprenderemos a viver melhor, confiaremos em nós próprios e nas organizações, criaremos relacionamentos duradouros, cooperaremos não sendo dependentes, utilizaremos sempre o “nós” e não o “eu” e faremos amizades. Contudo, para isto ocorrer poderemos iniciar simplesmente olhando para a pessoa ao nosso lado e vendo, realmente, uma pessoa.

Flávio Guimarães é diretor da Guimarães Co

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