Reino Unido prepara plano de estímulo

O governo britânico anunciou na terça-feira, um pacote de investimentos e cortes de impostos para estimular o mercado imobiliário do Reino Unido. O premiê britânico, Gordon Brown, anunciou planos de disponibilizar 1 bilhão de libras (US$ 1,783 bilhão) para financiar as compras de imóveis, devido à escassez de crédito no mercado, causada pela crise das hipotecas “subprime’’ (de maior risco nos Estados Unidos).
O ministro da Economia britânico, Alistair Darling, também eliminou o imposto sobre as compras de imóveis de valor abaixo de 175 mil libras (US$ 312 mil) como forma de incentivar as aquisições -o que pode poupar os compradores de uma despesa que pode chegar a 1.750 libras (US$ 3.122).
Os preços dos imóveis no Reino Unido caíram cerca de 10,5% nos últimos 12 meses, segundo a Nationwide Building Society.
O pacote foi anunciado ontem por Brown e pela ministra de Comunidades e Governos Locais, Hazel Blears. Com esse plano, os principais beneficiados serão compradores com renda familiar anual de menos de 60 mil libras (cerca de US$ 107 mil).
Em alguns casos, o governo poderá também dar dinheiro às famílias com problemas nos pagamentos das hipotecas, em troca de uma participação na posse do imóvel. O governo também poderá comprar o imóvel da empresa hipotecária e alugá-lo à família por um valor compatível.
O pacote pretende evitar que a economia britânica caia em recessão. A OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), no entanto, informou que a economia do Reino Unido deve registrar contrações de 0,3% e 0,4% nos dois últimos trimestres do ano, respectivamente. Tecnicamente, uma recessão acontece quando o PIB se contrai durante dois trimestres consecutivos.
Para 2008 como um todo, a previsão de crescimento continua sendo positiva, 1,2%; a previsão anterior era de um crescimento de 1,8%.
No dia 30 de julho, O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, assinou um plano de salvação para o setor imobiliário. Entre as medidas do plano, cerca de US$ 300 bilhões de empréstimos imobiliários devem ser garantidos pelo Estado para dar fôlego aos devedores porque as taxas de juros fixas em 30 anos estão em seu nível mais elevado em um ano.
Além disso, US$ 3,9 bilhões devem ser concedidos aos grupos locais para recomprar e reabilitar os imóveis penhorados (o que a Casa Branca não queria aprovar).

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