16 de abril de 2021

Redução da pobreza na AL é elogiada pela Cepal

O estudo afirma que a Amé-rica Latina ainda apresenta “múltiplas brechas sociais que separam os grupos mais vulneráveis dos que têm melhores condições

Um estudo da Cepal (Co­missão Econômi­ca pa­­­­­ra América La­tina e­ Caribe), divulgado em San­ti­a­­go,­­­ no Chile, elogiou a redu­ção da­­­­ pobreza na América La­tina, que­­­ atingiu o menor núme­ro em­­­ 17 anos, mas criticou a concentração de renda, que persis­te na região.

O estudo afirma que a Amé-rica Latina ainda apresenta “múltiplas brechas sociais que separam os grupos mais vulneráveis dos que têm melhores condições de vida”, o que, segundo o documento, “ameaça a coesão social”.

Apesar do ponto negativo, o “Panorama Social da América Latina 2007” mostra que, pela primeira vez desde 1990, o número de pobres na região ficou abaixo de 200 milhões –194 milhões eram pobres em 2006. No ano passado, segundo o estudo, 15 milhões de pessoas (equivalente à população do Chile) saí­ram da pobreza e dez milhões deixaram de ser indigentes na América Latina. O documento destaca também o progresso em alguns países como o Brasil onde, entre 2001 e 2006, seis milhões de pessoas deixaram de ser indigentes. “Os programas públicos, especialmente o Bolsa Família, tiveram influência decisiva nesse desempe­nho”, diz o documento da Ce­pal. A expectativa, segundo o or­ganismo das Nações Unidas, é­ de que a pobreza e a indigência voltem a cair em 2007, registrando, no fim deste ano, 35,1% de pobres (190 milhões de pessoas) e 12,7% de indigentes (69 milhões de pessoas). No ano passado, 36,5% da população da região viviam em situação de pobreza (3,3 pontos percentuais a menos que em 2005) e a indigência atingia 13,4% (2 pontos percentuais a menos que no ano anterior). Com isso, os pobres eram 194 milhões e 71 milhões eram indigentes.

“Se se compara 2006 com 1990, existem 20 milhões de indigentes a menos na regi­ão”, afirma o documento da Cepal.

O estudo mostra ainda que­ Brasil, Chile, Equador e Mé­xi­co já atingiram as metas esta­belecidas para redução da pobreza, entre 1990 e 2015.

“Cabe concluir que a região como um todo se encontra bem encaminhada no seu compromisso de diminuir a pobreza extrema”, afirma o documento.

O estudo destaca que o “dina­mismo do mercado de trabalho” contribuiu para o melhor re­sultado no Brasil e em outros países da região, como Chile. O estudo da Cepal destaca ainda que a presença das crianças, do ensino primário, nas escolas “é quase universal” (97%) na regi­ão. Também aumentou, nos últimos anos, a frequência escolar entre jovens.

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