Prudente renuncia presidência da Câmara Legislativa

O deputado Leonardo Prudente (sem partido) renunciou ontem à presidência da Câmara Legislativa do Distrito Federal, abrindo uma nova eleição para o cargo

O deputado Leonardo Prudente (sem partido) renunciou ontem à presidência da Câmara Legislativa do Distrito Federal, abrindo uma nova eleição para o cargo.
Prudente é acusado de envolvimento em um suposto esquema de corrupção no governo de José Roberto Arruda (sem partido) e foi flagrado guardando dinheiro na meia.
O deputado entregou ontem a carta de renúncia, mas ela foi assinada no dia 21. Na carta, ele não apresenta justificativas para deixar o cargo.

Nova Eleição

Com a renúncia, uma nova eleição será convocada em até sete dias. A manobra evita mais desgaste a Prudente, além de impedir que o comando da Casa e o controle da tramitação dos pedidos de impeachment contra fiquem sob os cuidados do vice-presidente da Casa, Cabo Patrício (PT).
A saída de Prudente teria começado a ser discutida na noite da última terça-feira em uma reunião na residência oficial de Águas Claras, contando com a presença do governador.
Agora, a orientação de Arruda para os aliados seria encontrar um nome de confiança capaz de comandar a Câmara sem receio de um desgaste político.
A Justiça já havia determinado o afastamento imediato de Prudente da presidência da Câmara do Distrito Federal e o comando da Casa repassado automaticamente a Cabo Patrício.

Convocação extraordinária

Ato publicado na sexta-feira no “Diário da Câmara Legislativa” convoca, em caráter extraordinário, os deputados a retornarem às atividades da Casa, no período de 25 a 31 de janeiro, interrompendo o recesso. A determinação é do presidente em exercício, Cabo Patrício (PT), baseado em “interesse público relevante”.
Segundo informações da Câmara, a pauta da primeira sessão legislativa está marcada para as 15h de hoje e e inclui discussões sobre a CPI da Codeplan, a indicação dos membros titulares e suplentes da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e eleição de seu presidente e vice, e a designação, pelos blocos e partidos, dos membros da Comissão Especial que vai analisar os pedidos de impeachment contra o governador do DF.
O ato também comunica o impedimento dos deputados distritais de participarem de toda e qualquer atividade legislativa vinculada aos processos de crime de responsabilidade contra o governador, em cumprimento à decisão judicial.

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