Produtos podem elevar inflação

Na última quadrissemana de julho houve queda de 0,80% no IqPR (Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista), conforme apurou o IEA (Instituto de Economia Agrícola) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Os produtos de origem vegetal (IqPR-V), com variação negativa de 5,67%, puxaram o resultado. Já a alta de 9,23% dos produtos de origem animal (IqPR-A) deverá contribuir para o aumento do índice de inflação geral do país no item alimentação, porque o “peso” desses produtos é significativo.
A inflação é a evolução dos preços de uma cesta de mercadorias. Algumas empurram a inflação para cima e outras para baixo. O leite, por exemplo, tem subido muito nos últimos meses, mas a inflação está baixa porque outros produtos compensaram essas altas. Então, pode sempre acontecer de o comportamento de alguns produtos compensar o de outros.
“Neste momento, todos os índices estão mostrando a possibilidade de aumento da inflação por influência, especialmente, do leite e da carne”, explicou o pesquisador do IEA, José Sidnei Gonçalves.
Tirando-se a cana-de-açúcar do cálculo do IqPR, a variação fica positiva em 2,51%, mas o IqPR-V permanece negativo (4,03%) devido à queda nos preços da laranja para mesa (de 21,06%) e para indústria (5,16%), assim como da batata (12,28%) e do feijão (7,58%). O preço da cana caiu 7,31%.
A boa oferta da laranja e da batata é a responsável pelo comportamento dos preços. No primeiro caso, a diminuição do consumo da fruta e de suco no inverno também teve peso importante. A queda no feijão foi relacionada às boas cotações ao produtor em junho.
As maiores altas foram da banana nanica (25,18%), carne de frango (18,42%), leite tipo C (10,59%), carne bovina (8,16%) e leite B (3,78%). A entressafra influenciou o resultado para a banana, o leite e a carne bovina. O frango continua com boas exportações, pressionando o mercado doméstico. O ovo está em período de pequena oferta.
De março a julho, o IqPR acumulado apresentou perda de 14%. Os produtos de origem vegetal seguem a tendência de queda iniciada em março, devido às menores cotações de produtos como a cana, o tomate, a laranja, a banana, a batata e o algodão. Os produtos de origem animal registram alta pelo segundo mês consecutivo, com variação positiva acumulada em 17% desde maio.

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