Produção industrial cresce em dez de 14 regiões pesquisadas

Adopaís produção industrial cresceu em dez das 14 regiões pesquisadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na passagem de julho para agosto. Na semana passada, o instituto divulgou que a produção industrial brasileira avançou 1,3% no período, superando expectativas do mercado.

As maiores altas vieram dos Estados do Amazonas (7,5%) e Espírito Santo (6,4%). O Estado de São Paulo, que detém o maior peso na estrutura do índice, apresentou expansão de 0,4%. A atividade industrial só não cresceu no Rio Grande do Sul (-0,2), Região Nordeste (-0,2) e Bahia (-2,6%). No Rio de Janeiro a atividade ficou estável. No confronto com o mesmo mês do ano passado, a atividade industrial cresceu em 12 das 14 áreas consultadas. O Espírito Santo liderou a expansão, com alta de 22,1%.
São Paulo e Rio Grande do Sul apresentaram crescimento de 6% -abaixo da média nacional (6,6%). Por outro lado, as indústrias de Goiás e Ceará recuaram nessa comparação.

No indicador acumulado no período janeiro-agosto , à exceção do Ceará (-0,4%) que registrou o único resultado negativo, todos os locais apresentaram acréscimo na produção. Minas Gerais (8,7%), Rio Grande do Sul (8,1%), Paraná (7,3%), Espírito Santo (6,8%) e Pernambuco (5,9%) cresceram em ritmo acima da média nacional (5,3%), respondendo não só a uma demanda interna significativa (indústrias automobilística e de alimentos), mas também à manutenção do dinamismo de produtos tipicamente de exportação e à recuperação do setor agrícola.

Indústria nacional acumula expansão de 6,9% desde agosto do ano passado

Segundo o índice de média móvel trimestral , a indústria nacional cresce desde agosto de 2006, acumulando expansão de 6,9% nesse período. Acompanhando esse movimento, doze dos quatorze locais também mostram saldo positivo nessa comparação, com Minas Gerais (11,6%), Espírito Santo (10,3%), Paraná (7,5%) e Rio Grande do Sul (7,3%) apontando trajetória de expansão mais vigorosa, enquanto Goiás (-1,9%) e Ceará (-1,0%) são os dois únicos locais com perdas.

Para o total do país observou -se aumento no ritmo de crescimento na passagem do primeiro semestre de 2007 (4,8%) para o bimestre julho-agosto (6,7%), ambas as comparações contra iguais períodos de 2006. Essa aceleração atingiu oito das quatorze regiões investigadas, sendo mais acentuada no Espírito Santo, cujo índice passa de 4,3% para 14,2%, e no Amazonas (de 0,1% para 6,7%). Por outro lado, a maior perda entre os dois períodos ocorreu no Ceará (de 0,5% para –2,7%), pressionado, principalmente, pelos setores têxtil e de alimentos e bebidas, que têm maior participação na estrutura fabril cearense.

Indústria paraense

Em agosto, a indústria do Pará apresentou variação positiva de 0,4% frente ao mês anterior, na série livre dos efeitos sazonais, após crescer 2,3% em julho. Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor avançou 1,4%. Os indicadores acumulados, tanto no ano (3,0%) como nos últimos doze meses (6,0%) mostraram crescimento, porém abaixo do observado em julho (3,3% e 7,4%, respectivamente).

O acréscimo de 1,4%, frente a igual mês do ano anterior, na indústria paraense foi influenciado, sobretudo, pelo desempenho da extrativa (10,1%), uma vez que a indústria de transformação prossegue assinalando perda (-5,7%). No primeiro segmento, sobressai o aumento na extração de minérios de ferro. Na indústria de transformação, três atividades também apontaram avanço, com destaque para o crescimento observado em celulose e papel (30,0%). Entre os dois ramos que registraram taxas negativas, o maior impacto sobre a média global ficou com o setor de alimentos e bebidas (-32,5%), que assinalou recuo, sobretudo, na produção de crustáceos congelados.

No crescimento de 3,0%, no acumulado janeiro-agosto, duas das seis atividades mostraram taxas positivas, com destaque para a performance favorável da indústria extrativa (9,6%), impulsionada sobretudo pela extração de minérios de ferro.

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