Produção de LCD cresce 33,36%

Assistir à Copa do Mundo de 2014, que acontecerá no Brasil, em grande estilo. São conceitos desse tipo que as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) estão empregando em suas campanhas de marketing de modo a atrair os clientes para a compra de televisores com tela de LCD. E o resultado tem se mostrado positivo.
De janeiro a agosto desse ano, o PIM produziu 1,9 milhão de unidades, batendo recorde em agosto, que lançou no mercado 360 mil TVs, contra 273,9 mil do ano passado.
“Em termos de faturamento, nós estamos falando, hoje, de um produto que é uma das vedetes do Natal: a TV de LCD. Os preços estão cada vez mais tentadores e as empresas estão concebendo alargamento de prazos, embora o mercado financeiro ainda não tenha reduzido significativamente os juros como gostaríamos”, revela o diretor-executivo da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Flávio Dutra.

Produtos mais vendidos

No acumulado de janeiro a agosto, segundo os Indicadores de Desempenho do PIM, a produção cresceu 33,36% em relação à igual período de 2008.
“O consumo da TV de cinescópio vai diminuir dando espaço para as vendas de LCD’s, principalmente, pela tecnologia mais sofisticada, qualidade da imagem, do som, o fato dela ocupar menos espaço nos lares, cada vez menores”, explica o presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus (Sinaees), Wilson Périco.
Essa realidade já é vivenciada no mercado. A produção de cinescópio para televisor, esse ano, caiu 61,84% em relação a 2008 (comparação período de janeiro a agosto), fechando os oito primeiros meses de 2009 com um volume total de 1,333 milhão de unidades fabricadas, quase quatro vezes menor do que o registrado no acumulado do ano passado.
Sumir do mercado também parece ser o destino de monitores com a tela de cinescópio. O setor teve sua produção diminuída em 88,84%, no mesmo período, com destaque para o mês de agosto que teve saldo zero de produção.
“A construção civil cresce no país, porque o custo dessa produção está reduzindo, tal qual o m2 da área em que se vive hoje. De modo que você não consegue colocar um televisor de cinescópio numa sala, hoje, sem que isso afete a comodidade das pessoas que vão assistir, enquanto que o televisor de LCD pode ser pendurado na parede da sala”, salientou Périco.
No rastro do televisor com tela de LCD, o home theater e o CD e CD-ROM também comemoram as boas vendas. Respectivamente, os setores registraram, sobre o acumulado de 2008, uma alta de 32,21% e 20,51% na produção.
O celular, apesar de levemente abatido pela crise, resultando na perda de 27,77% da sua cota de produção, ainda é considerado um bem de consumo dos mais requisitados pela população e que certamente estará entre os produtos mais vendidos durante o Natal.
“No Polo de telecomunicações, o celular continua sendo uma vedete. Nós já temos em nível mundial uma média de quase dois aparelhos para cada três pessoas”, garante Dutra.
“O governo federal teve uma participação muito grande no oferecimento de linhas de crédito ao consumidor das classes C e D, dando condições para ele comprar uma TV de LCD, que há cinco anos custava mais de R$ 20 mil. Hoje, você compra uma de 42 polegadas por R$ 2,800 em média, financiada em 24 meses, prestações um pouco acima de R$ 200,00”, disse Périco.
De acordo com ele, as TVs de LCD e de Plasma estão adquirindo seu espaço numa velocidade muito alta graças a alguns fatores: linhas de financiamento do governo federal; redução no custo dos produtos devido à concorrência mundial; redução do preço das matérias-primas e insumos que compõem esse produto.

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