Previsão do IBGE é de alta de 36,3% na safra agrícola amazonense

A revisão mais recente do IBGE, realizada em outubro, sustenta projeção de 1.873.122 toneladas para a safra do Amazonas deste ano, 36,3% a mais do que o registrado em 2018. As estimativas para áreas de plantio (183.791 hectares) e de colheita (170.856 hectares) também foram confirmadas – com patamares superiores em 31% e 32,6% aos de 2018.

A mandioca (+58,1%) lidera com folga os índices de produção – embora não os de produtividade. A expectativa é que a safra passe para mais de 1,33 milhão de toneladas (2019). O índice percentual de crescimento do Estado para a mandioca também supera de longe o da média nacional (+4,2%), que aponta para um total de 20,2 milhões de toneladas no Brasil. 

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas foi estimada em 41.207 toneladas, quantidade 25,6% superior à safra de 2018 e também sem alteração em relação às divulgações anteriores. Em relação ao ano passado, a área utilizada para a produção subiu 18,93%, chegando a 22.930 (2019) hectares. 

No Amazonas, essa categoria inclui arroz (14.206), milho (18.894) e duas safras de feijão (4.000 e 4.107). A quantidade de arroz deve ser quase 19% superior à do ano passado, enquanto a de milho deve avançar 47% ante 2018. No caso do feijão, os cálculos apontam para elevação de 2,4% na produção e para uma virtual estagnação nas áreas plantadas.

A cana de açúcar é a categoria com menor projeção de alta. A safra deve ser de 274.059, 3,9% maior do que a anterior, embora sua área de plantio (4.640 hectares) tenha caído 0,7%. A projeção para os cafés canephora (2.679 toneladas) e arábica (1.836) segue estagnada, assim como suas áreas de plantio – 2.622 e 2.000 hectares, respectivamente. 

Há também produtos que permanecem em queda. A banana deve ter colheita 10,08% inferior em 2019 (112.522) e sua área de plantio foi reduzida em 5,84%, para 7.944 hectares. Na sequência, vem a laranja, que perderá 6,11%, com produção de 66.760 toneladas em 2019. Em menor grau, o cacau deve baixar 1,34% e totalizar 1.321 toneladas. Em contrapartida, a extensão para o plantio subiu para a laranja (+0,7%) e para o cacau (+10,4%).

Cheia e PIB

O presidente da Faea (Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas), Muni Lourenço, comemorou e disse que os municípios do médio Solimões tem significativa participação na produção rural de nosso Estado, principalmente na agricultura, nas culturas da mandioca, farinha e fruticultura “Mesmo em um ano com níveis recordes de cheia, a agricultura do Amazonas manteve certa estabilidade na produção. Precisamos acelerar seu desenvolvimento, pois este é o principal setor produtivo no interior”, reforçou. 

Já o titular da Sepror (Secretaria de Produção Rural do Amazonas), Petrúcio Magalhães Júnior, disse que os números confirmam a confiança do produtor amazonense no setor rural. “Isso se deve a ações do Plano Safra, retomada da Expoagro e vários programas determinados pelo governador Wilson Lima, visando diversificar matrizes econômicas. O PIB do setor cresceu 7,29% no segundo trimestre e a meta é superar os dois dígitos em 2020. Para isso, vamos intensificar investimentos em infraestrutura (ramais e vicinais), assistência técnica e crédito qualificado”, concluiu.

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