Preocupação social no usufruto do bem histórico

Preservar o passado e olhar para a frente. Este é o maior significado do lançamento do PAC das Cidades históricas. Há um ano, a presidente Dilma Rousseff se comprometeu com o investimento de R$ 1 bilhão na recuperação das cidades históricas. Um rigoroso plano contempla 44 cidades com R$ 1,6 bilhão, no curso de três anos, além de mais uma linha de financiamento de 300 milhões para moradores. É o maior volume de investimento já disponibilizado para o IPHAN em toda a sua trajetória.
Das obras selecionadas, 119 podem ser licitadas imediatamente porque seus projetos estão prontos (esta dificuldade costuma travar prefeituras) e foram minuciosamente acompanhados pelo IPHAN e Ministério do Planejamento. Um museu, uma igreja, um centro histórico são expressões do que uma sociedade, ou melhor, o poder daquela época decidiu homenagear.
Num olhar mais moderno, a continuidade histórica passa a interagir com nossas raízes, e povos que não as preservam deturpam sua história e desperdiçam saberes que contribuem para melhor compreensão de quem somos. Esta preocupação social no usufruto do bem histórico se acentua e passa a fazer parte da estratégia de desenvolvimento do país, ouvindo a sociedade, suas necessidades e críticas. Novos usos e significados serão criados a partir da apropriação do passado canalizado para expansão do conhecimento e melhoria da qualidade de vida das pessoas. Este será o grande desafio das cidades contempladas.
Dando continuidade a esta estratégia, 11 edificações integrantes dos campi de universidades públicas, inclusive a antiga Faculdade de Direito de Manaus, também estarão entre as restauradas. O governo federal, por meio do PAC do Ministério do Turismo, está investindo outros R$ 19 milhões em sinalização nas Cidades históricas.
Indignação e distorções eleitoreiras fazem parte do jogo.
Ataques desproporcionais e descabidos aparecem quando a ação presidencial é forte e o golpe é sentido.
Na vida, aprende-se com o passado, mas fazer acontecer para a frente é essencial para qualquer sociedade.
Um país sem memória não avança.
w

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