Prefeitura entra em choque com invasores de terra

O cumprimento de um mandado judicial expedido pelo juiz substituto da VEMAQA (Vara Especializada em Meio Ambiente e Questões Agrárias) deu bastante repercussão na última sexta-feira, na zona Oeste de Manaus. Várias autoridades estiveram no local para tentar um acordo amigável para a retirada dos invasores que não aceitavam nenhum tipo de acordo.
Em entrevista ao Jornal do Commercio, uma das invasoras, Íris Silva, 45 anos, disse que os manifestantes só querem uma solução para o problema deles, já que o prefeito Amazonino Mendes prometeu fazer um cadastro das pessoas que não tivessem uma moradia. “Nós confiamos na palavra dele e por isso não saímos, as autoridades estão nos tratando como bandidos. Somos pais de família”, citou, ressaltando ainda que quando chega a época de eleição, há promessas que depois são esquecidas.
O Major Hermes Macedo, assessor de comunicação da Polícia Militar que estava acompanhando a reintegração de posse, esteve reunido com a Semmas (Secretaria Municipal de Meio Ambiente) e com os invasores.
A conversa foi mais uma tentativa de que, pacificamente, os invasores pudessem sair, mas não obteve sucesso.
Segundo o Major, a prefeitura está dando todo apoio logístico, disponibilizando ônibus para que eles possam levar seus pertences, sem violência.
O presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/AM (Ordem dos Advogados do Brasil), Epitácio Almeida, que também estava acompanhando a operação, mostrou-se preocupado com algumas ações dos invasores, que em determinado momento chegaram a tocar fogo em algumas barracas, decididos, até mesmo a fazerem pessoas de reféns. “Dissemos a eles que saíssem com tranquilidade; que tivessem equilíbrio, porque estávamos ali para cumprir ordem judicial. Inclusive há famílias que querem sair, mas temem reação dos próprios companheiros e isso é um absurdo. Eles não podem fazer isso, para segurança dos menores”.
Almeida informou que a ordem dada aos policias é para que haja a invasão do local, mas com cautela para que ninguém saia machucado. Até o fechamento desta edição, a equipe policial ainda não havia entrado em conflito direto com os invasores. Corpo de Bombeiros e Secretaria Municipal de Saúde se estabeleceram no local, para eventuais atendimentos.

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