Preços de passagens aéreas isolam interior

O líder do PSDB, Artur Virgílio Neto, pediu, em sessão do Senado, a atenção das autoridades, principalmente do ministro da Defesa, Nelson Jobim, da Infraero e da Anac para o problema do preço do transporte aéreo no Estado do Amazonas e na Amazônia em geral.
“Todo mundo sabe que, por suas condições naturais – disse – meu Estado, o Amazonas, quase não dispõe de rodovias. As grandes distâncias entre as cidades são vencidas por longas viagens fluviais, que podem demorar dias, ou pela via aérea.”
“Como boa parte das pessoas não pode passar tanto tempo navegando num rio – acrescentou – o transporte aéreo assume papel essencial. O avião torna-se imprescindível.”
Virgílio disse estar fazendo essas observações a propósito da reclamação transmitida, há dias, pela Rádio Educação Rural, da cidade de Tefé, a respeito dos preços do transporte aéreo. Leu, então, o texto que foi ao ar e que lhe foi enviado pelo diretor da Rádio, seu amigo Thomas Schwamborn.
Segundo a Rádio, o preço do transporte aéreo no Estado, além de muito alto, virou objeto de leilão.
“Estão abusando nos preços – disse a Rádio – segurando vagas para abrir listas de reservas, que por sua vez são leiloadas entre os passageiros que queiram viajar.
A Trip Linhas Aéreas, neste domingo chegou ao cúmulo em oferecer sete vagas de Manaus a Tefé, que estavam ainda desocupadas, por R$ 518,00, para quem quisesse viajar.”
Artur Neto assinalou que, conforme a Rádio, em muitos casos, trechos dentro do Amazonas são mais caros do que viagens de Manaus para cidades do Sudeste do país.
A viagem Manaus-Tabatinga-Manaus, por exemplo, custa em torno de R$ 1 mil, para uma distância de 1.110 quilômetros. Já Manaus-São Paulo-Manaus (2.689 km) sai por cerca de R$ 850.
O senador ressaltou estar atendendo ao pedido da Rádio Educação Rural para que os parlamentares amazonenses tratem, urgentemente, desse problema, bem como o dos aeroportos que não estão sob a jurisdição da Infraero e se encontram interditados, como o de Carauari, isolando toda uma região do Juruá, e outros aeroportos menores, como os de Juruá e Japurá.
E concluiu: “É preciso assegurar transporte aéreo acessível a uma população que dele não pode prescindir e que é meio essencial de ligação numa região estratégica como a Amazônica.”

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