Preços ao produtor encerram agosto com queda de 3,4%

O IqPR (Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista), ou seja, pagos ao produtor, encerrou agosto com queda de 3,40%. Os produtos de origem vegetal (IqPR-V) e os de origem animal (IqPR-A) caíram 4,63% e 0,34%, respectivamente. A informação é do Instituto de Economia Agrícola, ligado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Os produtos que registraram alta, em comparação com o mês anterior, foram laranja para mesa (3,91%), arroz (3,87%), carne de frango (2,99%) e cana-de-açúcar (0,16%). “No caso da laranja para mesa, a alta de preços reflete o baixo volume ofertado no período. Já para o arroz, o aumento está relacionado à restrição de oferta do produto por parte dos produtores, justamente com o objetivo de obter um melhor preço”, explicaram os pesquisadores Eder Pinatti, Raquel Sachs, José Alberto Angelo e José Sidnei Gonçalves.

Produtos de destaque

Os produtos com maiores quedas foram tomate para mesa (69,17%), trigo (20,84%), batata (18,86%), laranja para indústria (15,35%), soja (14,73%) e milho (11,52%). “Verifica-se aí a presença de três das principais commodities alimentares – trigo, milho e soja, cujos preços internacionais recuaram no período”, salientaram. No caso do tomate, houve boa produção no período, em virtude do clima favorável e das altas cotações do período anterior.
Na comparação dos preços de agosto de 2008 e mesmo mês de 2007, ou seja, em 12 meses, dos 20 produtos analisados, 18 tiveram variações positivas do preço pago ao produtor. O feijão registrou a maior alta, com 87,11%, seguido pela carne suína (54,93%), arroz (50,20%) e carne bovina (42,87%). Os grãos – commodities, como soja, milho e trigo, tiveram elevações de preços em 34,93%, 20,55% e 7,11%, respectivamente.
“A maioria dos produtos tem preços atuais superiores aos observados em 2007, o que demonstra a sustentação dos patamares, ainda que a tendência de alta não mais se verifique. A cana e o tomate para mesa foram os únicos que apresentaram queda, com recuo de 3,85% e 34,46% nos últimos 12 meses”, afirmaram os pesquisadores.

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