Potencial é pouco explorado comercialmente

O uso de plantas nas indústrias farmacêuticas, de cosméticos e de alimentos já é tradicional. No entanto, o conhecimento científico da biodiversidade ainda é pequeno e também pouco aproveitado por empresas

O uso de plantas nas indústrias farmacêuticas, de cosméticos e de alimentos já é tradicional. No entanto, o conhecimento científico da biodiversidade ainda é pequeno e também pouco aproveitado por empresas. Das 250 mil plantas, que se estima existir, apenas de 0,5% a 10% foram estudadas visando a seu potencial terapêutico.
A afirmação é da pesquisadora do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), Cecília Verônica Nunez, que apresentou dados sobre as potencialidades de novos antioxidantes de plantas amazônicas durante o Amazontech 2008, realizado nesta semana em São Luís (Maranhão). Segundo ela, o mercado mundial de produtos farmacêuticos movimenta US$ 250 bilhões ao ano; o de fitofarmacêuticos gira em torno de US$ 16 bilhões ao ano; e o mercado de cosméticos movimenta US$ 120 bilhões por ano.
Alguns produtos da floresta já são explorados comercialmente, como açaí, andiroba, babaçu, bacuri, breu branco, castanha-do-pará, copaíba, cumaru, cupuaçu, jaborandi e jatobá. “Mas ainda há muito para se utilizar e reverter em benefícios e saúde para as pessoas”, disse a paequisadora. Um exemplo é que nas florestas tropicais, das 375 plantas com potencial para uso como remédio, apenas 47 plantas são utilizadas.

Processo em evolução

Mas as pesquisas estão caminhando. Cecília, por exemplo, participa de grupo de pesquisa do Inpa para busca de antioxidantes que são importantes para se manter o equilíbrio do organismo, prevenir doenças e retardar o envelhecimento precoce. “Os frutos amazônicos tem alta concentração de antioxidantes, como o açaí, o buriti e o camu-camu”, destacou.
Além da pesquisa, é importante a participação do empresariado. “A interação com o setor produtivo é necessária. Somente o produtor poderá ir além da pesquisa e fazer avaliação clínica do produto, verificar a relação custo-benefício, a possibilidade de produção em escala, possíveis mercados e o controle de qualidade necessário”, destacou a pesquisadora Cecília.
“O empresariado pode procurar as instituições científicas e trabalhar em conjunto para desenvolver produtos”, completou.

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