3 de julho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Por que o brasileiro não economiza?

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Pesquisas mostram que o brasileiro não economiza e só se endivida

Inúmeras são as pesquisas que mostram que o brasileiro não economiza e só se endivida. Mas porque será que o brasileiro não sabe lidar com dinheiro? O brasileiro é imediatista? Nesse artigo eu pretendo lhe contar o principal motivo da falta de educação financeira no Brasil.

Independentemente da sua idade, imagine que você está no Brasil no ano de 1990. Nesse ano, a inflação atingia 80% ao mês. Isso significa que do dia que você recebe o seu salário até o próximo recebimento de salário o preço das coisas aumenta em 80%. O que você faria ao receber dinheiro?

Você e quase toda a população fariam (como fizeram!) a mesma coisa: gastar tudo o mais rápido possível! É claro que você não quer pagar 80% mais caro em qualquer coisa. Mas então, como ficam os planos de longo prazo? Como você pode comprar um carro ou fazer uma viagem?

A resposta é simples: com dinheiro próprio você não compra! Qual a solução? Pedir emprestado, é claro! Mas talvez você já tenha visualizado o problema: juros! Em um cenário de alta inflação, os juros são altíssimos! E se os juros são altos, mais dinheiro você vai precisar para pagar juros, que significa menos dinheiro para as outras coisas. Com menos dinheiro disponível, mais empréstimos são necessários.

Assim se forma uma destruidora bola de neve. Quanto mais você empresta, mais dinheiro você precisa emprestar. Nessa situação, economizar nem passa pela sua cabeça…

O brasileiro nunca foi estimulado a criar o hábito de poupar. Para piorar, em 2008, por conta da crise internacional, o governo passou a incentivar o crédito e estimular o consumo no mercado interno. O resultado não podia ser diferente: as taxas de endividamento da população subiram como nunca antes.

É perceptível, então, que o brasileiro não sabe lidar com dinheiro por conta de um movimento econômico histórico no país. Por outro lado, é claro que se houvesse educação financeira nas escolas o resultado seria diferente, a necessidade de consumo imediato passaria a ser mais controlada e o povo se planejaria melhor, mas essa não é nossa realidade ainda.

Hoje vivemos um momento de estabilidade financeira. A inflação está controlada e os juros estão baixos. É perceptível que nos últimos dois anos o número de investidores aumentou exponencialmente. Mas a grande maioria da população ainda tem dívidas.

Cuidar das finanças não deveria ser trabalhoso. Poder se planejar para realizar seus sonhos deveria ser recompensante. Você já parou para pensar em como será sua aposentadoria?

Nesta semana sem muita agenda econômica, os investidores olham preocupados com o caso de “coronavírus” nos Estados Unidos. Novas notícias sobre o caso prometem movimentar o mercado. Em Davos, o Ministro Paulo Guedes ressaltou sua confiança na aprovação da reforma tributária e a volta do crescimento do Brasil, que deve registrar alta do PIB de 2,5% em 2020.

* Fernando Henrique Magalhães é consultor financeiro, investidor, empresário e formando em Direito. Instagram: @Fernandaohm. Email: [email protected]

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