POLO NAVAL – Seis anos depois, projeto pode sair do papel

Meta, agora, é lançar a pedra fundamental da construção do polo naval no Puraquequara até o mês de junho deste ano

Após seis anos desde o início das discussões para a construção de um polo naval no Amazonas, o presidente do Sindnaval (Sindicato da Indústria Naval, Náutica, Offshore e Reparos do Amazonas), Mateus Araujo, garantiu, na última sexta-feira, na sede da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), que até o final deste mês o projeto finalmente deve sair do papel.
“Muito se falou. Agora a gente vai sair do discurso para a prática. Com essa reunião pontuamos as questões finais para o projeto de instalação. Até junho deste ano pretendemos lançar a pedra fundamental da construção”, declarou durante a reunião.
Depois da aprovação da área do Puraquequara (35 km de comprimento por três de fundo) para a instalação do chamado ‘Distrito 3’, no último dia 20, o presidente do sindicato informou que a reunião marcou o início de uma nova etapa. “Além de uma prestação de contas, começamos a definir detalhes da questão fundiária e a formação de um grupo de trabalho por meio de um decreto a ser assinado nos próximos dias”, detalhou.
Um memorial descritivo oficial e o levantamento dos custos deverá ser encaminhado à Seplan (Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico do Amazonas), até o dia 31 de janeiro.
O decreto de criação do comitê de gestão do projeto previsto para ser assinado pelos membros do grupo de trabalho durante o evento foi adiado. Isso porque a SNPH (Sociedade de Navegação Portos e Hidrovias do Estado do Amazonas) e a Afeam (Agência de Fomento do Estado do Amazonas) solicitaram a inclusão no grupo, que deve ser realizada por escrito antes da assinatura do decreto.
Após a oficialização do comitê, o grupo de trabalho vai tratar das questões de documentação, ocupação e acesso à área, instalação de energia e outros fatores práticos.

Expectativas

Estimada em R$ 6 bilhões, a construção do polo naval é aguardada com expectativa pelos empresários do segmento.
“Nós somos o cliente da construção naval, por isso para nós, a expectativa é a melhor possível. O polo é vital para o desenvolvimento da atividade de construção naval que, em consequência, vai desenvolver embarcações melhores, mais seguras e com preço mais competitivo. A vantagem do polo é justamente a de unir a cadeia produtiva, criando melhores condições de produção e mercado”, disse O presidente do Sindarma (Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas), Claudomiro Carvalho Filho.
O coordenador do projeto empresarial e tecnológico do APL (Arranjo Produtivo Local) naval e offshore, Carlos Rocha, informou que a projeção de faturamento do setor é de US$ 20 bilhões anuais em dez anos.
“Pelo menos, seis a oito estaleiros internacionais e mais um estaleiro para a construção de embarcações militares deverão fazer parte do novo distrito”, complementou Mateus Araujo.

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