Planalto não pressionará deputados a aceitar Venezuela no Mercosul

O projeto enviado pelo Executivo estava na pauta da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados de ontem, depois do pedido de vista na sessão da semana passada. Mas deputados acreditam que a votação pode ser novamente adiada, desta vez por causa da sessão extraordinária no plenário para examinar a CPMF, no mesmo horário.

Depois da polêmica envolvendo críticas do presidente venezuelano Hugo Chávez ao Congresso por causa da demora no processo de votação, deputados tanto do governo quanto da oposição afirmam que o clima para uma decisão rápida ficou mais difícil.

O Itamaraty se limitou a informar aos congressistas que o venezuelano não criticou o Congresso, como foi divulgado, mas não enviou a íntegra das entrevistas nem organizou uma ação mais ativa para convencer os parlamentares de que o Planalto quer ver o projeto aprovado rapidamente.
“Está por nossa conta na Câmara”, disse o deputado Dr. Rosinha(PT-PR), relator do projeto de adesão da Venezuela ao Mercosul na Comissão, que deu parecer favorável à aprovação. “O Executivo não faz isso”, respondeu ao ser questionado se o Executivo estava fazendo gestões junto aos parlamentares para acelerar a votação.

“Nós da base parlamentar do governo é que sabemos a capacidade que temos ou não de aprovar”, diz ele. “O governo tem uma base importante e temos que nos mobilizar para isso”. “Eu não recebi nenhum tipo de pressão do governo”, conta o deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), presidente da Comissão de Relações Exteriores, da base aliada.

O deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP), que na semana passada pediu vista do projeto, adiando a votação para esta semana, também diz que não vê o governo envolvido em gestões junto aos deputados para uma aprovação rápida.

“O governo está empenhado em aprovar a CPMF. Acho que ele não vai gastar chumbo com outra coisa”, afirmou Madeira.

Na semana passada, ao chegar para um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Manaus, o presidente venezuelano reclamou da demora na aprovação.
“Não podemos impor o tempo a ninguém. Mas a Venezuela tem a liberdade de esperar até um limite digno. Não vamos nos arrastar nem implorar a ninguém”, afirmou, depois de lembrar o grande aumento das exportações brasileiras à Venezuela.

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